Reis e Drable: quando a política fluminense insiste em velhas fórmulas
- Marcus Modesto
- 7 de set. de 2025
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A cena não poderia ser mais simbólica. Barra Mansa, no Sul Fluminense, foi palco de um encontro que reuniu dois personagens da política estadual com um histórico que fala por si. De um lado, Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias, investigado pela Polícia Federal por desvios milionários na Saúde, fraude em certificados de vacinação e que teve sua candidatura ao governo do Rio barrada em 2022 pela Lei da Ficha Limpa. Do outro, Rodrigo Drable, ex-prefeito de Barra Mansa, acusado de corrupção ativa e formação de quadrilha, afastado do cargo por decisão judicial e reconduzido após recorrer ao Supremo.
Ambos tentam se apresentar como alternativas políticas, defensores de diálogo e renovação. Mas como falar em “nova etapa” quando as trajetórias estão marcadas por acusações de práticas antigas? Como prometer ética e compromisso público quando as investigações os colocam no centro de escândalos que drenaram cofres públicos e minaram a confiança da população?
Barra Mansa, que deveria ser lembrada por seu papel histórico no Médio Paraíba, vira vitrine de um roteiro repetido: políticos com passados questionáveis circulando como se nada pesasse sobre seus ombros. Reis fala em “boas ideias para o futuro”, Drable em “seguir em frente pelo diálogo”. Mas o que o eleitor enxerga é outra coisa — a permanência de figuras que, mesmo sob investigação, ainda encontram espaço para articulações eleitorais.
A pergunta que fica é simples e incômoda: até quando a política do Rio de Janeiro será refém dos mesmos nomes, das mesmas práticas e dos mesmos escândalos?
Drable,Reis e Pazuello




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