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Rio lidera ranking de lares com apenas um morador; número de pessoas que vivem sozinhas quase dobrou em 12 anos

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 22 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

O Rio de Janeiro é o estado com a maior proporção de domicílios unipessoais do país: 22,6% dos lares fluminenses tinham apenas um morador em 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (22) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O percentual supera a média nacional, que foi de 18,6%, e reflete sobretudo o envelhecimento da população.


O fenômeno, no entanto, não é exclusivo do Rio. Em todo o Brasil, o número de pessoas que moram sozinhas quase dobrou em 12 anos: passou de 7,5 milhões em 2012 para 14,4 milhões em 2024, um salto de 93,1%. Isso equivale a dizer que quase toda a população da Bahia (14,8 milhões) vive sozinha.


Veja os estados líderes em domicílios unipessoais em 2024:


Além do Rio de Janeiro, outros três estados superaram a marca de 20%: Rio Grande do Sul (20,9%), Goiás (20,2%) e Minas Gerais (20,1%). Em todos eles, assim como no Rio, a presença maior de idosos ajuda a explicar os números.


Envelhecimento e migração explicam cenário


O levantamento mostra que 40,5% das pessoas que moravam sozinhas em 2024 tinham 60 anos ou mais, embora os idosos representem apenas 16,1% da população brasileira. “Os mais idosos acabam ficando viúvos ou os filhos vão ter suas próprias famílias”, explicou William Kratochwill, analista do IBGE.


Outro fator que contribui é a migração. “É comum que pessoas morem inicialmente sozinhas ao migrar para centros urbanos em busca de oportunidades de trabalho”, acrescentou o pesquisador.


Mudança nos arranjos familiares


Apesar do crescimento dos domicílios unipessoais, os arranjos familiares tradicionais ainda são maioria. As famílias nucleares — casais com ou sem filhos e famílias monoparentais — representavam 68,4% em 2012, mas caíram para 65,7% em 2024. Em números absolutos, no entanto, subiram de 41,9 milhões para 50,8 milhões de lares.


Já os domicílios estendidos (com outros parentes) representam 14,5%, e os compostos (com pessoas sem vínculo familiar) apenas 1,2%.


O Brasil tinha, ao todo, 77,3 milhões de domicílios em 2024.


Mulheres são maioria


A pesquisa também mostrou a distribuição da população por sexo: as mulheres representavam 51,2% dos 211,9 milhões de habitantes, contra 48,8% de homens. A diferença se explica, em parte, pela maior longevidade feminina. “As mulheres tendem a se cuidar mais, ir ao médico, estar atentas à própria saúde”, afirmou Kratochwill.


Em 2024, apenas Tocantins e Santa Catarina registraram mais homens do que mulheres.



 
 
 

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