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Rio recebe esculturas gigantes que questionam vício em tecnologia

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 7 de mai. de 2025
  • 2 min de leitura

Intervenção urbana de Beto Gatti estreia no dia 14 de maio e leva arte crítica às ruas da cidade


A partir do dia 14 de maio, o Rio de Janeiro se tornará palco de uma provocadora intervenção artística que transforma o espaço público em uma galeria a céu aberto. Idealizado pelo artista visual Beto Gatti, o projeto “Primórdios digitais” espalhará cinco esculturas monumentais por pontos estratégicos da capital fluminense, propondo um olhar crítico sobre a dependência da tecnologia no cotidiano contemporâneo.


As obras, moldadas em bronze e com até dois metros de altura, mesclam traços de primatas e humanos em posturas introspectivas, muitas vezes hipnotizadas por celulares, óculos de realidade virtual ou câmeras. A ideia é evidenciar o paradoxo entre nossa origem ancestral e os hábitos modernos — cada vez mais mediados por telas. “É um convite ao estranhamento. Uma provocação visual para que as pessoas repensem sua relação com a tecnologia”, afirma Gatti.


Circuito artístico urbano


As esculturas estarão distribuídas por locais de grande circulação. Na Zona Sul, três delas serão posicionadas no Leblon (Rua Dias Ferreira), no calçadão da praia (altura da Rua José Linhares) e na Lagoa Rodrigo de Freitas (próximo ao Corte do Cantagalo). No Centro, a Praça Mauá receberá outra obra, em frente ao Museu do Amanhã.


A quinta escultura, intitulada “Saudade”, já está instalada no Aeroporto Internacional do Galeão desde o ano passado e agora será oficialmente incorporada ao circuito. A peça retrata uma figura cabisbaixa diante de um celular, simbolizando o esvaziamento afetivo em tempos de hiperconectividade.


Arte que incomoda e aproxima


Com um histórico de exposições em cidades como Nova York, Miami e São Paulo, Beto Gatti aposta na arte pública como ferramenta de debate social. “Estamos cercados de estímulos digitais o tempo todo. A arte tem o poder de frear esse fluxo e nos fazer pensar. Essas figuras são espelhos: mostram aquilo que nos tornamos”, resume.


A exposição é gratuita, aberta ao público e permanecerá por tempo indeterminado. Ao transformar ruas e praças em pontos de reflexão, “Primórdios digitais” reafirma o papel da arte como interferência sensível e necessária no ritmo apressado da vida urbana.



 
 
 

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