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Roubo de celulares dispara no Rio e acende alerta também no Sul Fluminense

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 24 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

O roubo de celulares voltou a crescer de forma expressiva no estado do Rio de Janeiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ). Em junho de 2025, foram registrados 2.298 roubos de aparelhos, um aumento de 27,1% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os furtos também acompanharam a tendência, com 3.374 casos, alta de 28,53%.


Embora a maior parte das ocorrências se concentre na capital, o reflexo da criminalidade também já é sentido em cidades do interior, especialmente na região Sul Fluminense.


Crescimento silencioso no interior


Em cidades como Volta Redonda, Barra Mansa e Resende, moradores relatam o crescimento de assaltos a pedestres e furtos em áreas comerciais e no transporte público. Nas delegacias regionais, o registro de ocorrências por perda ou roubo de celulares tem se tornado rotineiro — muitas vezes sem repercussão nos boletins estaduais por falta de registro formal.


Em Volta Redonda, o bairro Aterrado e o entorno da Rodoviária Municipal são apontados por comerciantes e usuários como áreas críticas. Já em Barra Mansa, relatos de vítimas se multiplicam na Beira-Rio, no Centro, e nos arredores da estação ferroviária. Em Resende, os casos têm se concentrado na área central e nos bairros de maior fluxo, como o Campos Elíseos.


Embora o ISP ainda não tenha detalhado os dados segmentados por município no interior, especialistas em segurança pública alertam para uma migração da criminalidade: com o aumento do policiamento em áreas da capital, quadrilhas buscam cidades de médio porte com menor presença ostensiva das forças de segurança.


Foco na “economia do crime”


Além dos celulares, outros crimes patrimoniais também cresceram no estado, como roubos de carga (19,47%) e roubos de rua (4,6%). Em contrapartida, crimes letais como homicídios dolosos, latrocínios e mortes por intervenção policial apresentaram queda significativa, indicando uma mudança de perfil na dinâmica da violência.


A Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que vai intensificar o combate à chamada “economia do crime” — cadeia de receptação que sustenta a prática dos roubos. A meta é desarticular pontos de revenda, sobretudo de celulares, que abastecem feiras e redes clandestinas de comércio, inclusive no interior.


População cobra mais presença policial


Comerciantes e moradores do Sul Fluminense cobram mais rondas policiais, especialmente nos horários de pico e em pontos de grande aglomeração, como rodoviárias, terminais urbanos e calçadões. Em Barra Mansa, por exemplo, a instalação de câmeras de monitoramento no Centro foi uma promessa antiga que ainda não saiu do papel.


Em entrevista ao O Sulfluminense, um morador do bairro Jardim Amália, em Volta Redonda, contou que teve o celular levado enquanto esperava o ônibus às 18h:

— Foi tudo muito rápido. Um rapaz passou correndo, arrancou o telefone da minha mão e sumiu. A gente fica com medo de andar com o celular na rua.


Desafios no combate ao crime


O cenário indica que, apesar dos avanços no combate à violência letal, a sensação de insegurança urbana continua alta. Sem ações integradas de inteligência e fiscalização no interior do estado, a população permanece vulnerável diante da criminalidade que agora se reorganiza em novas frentes.


Para especialistas, o combate à receptação e a ampliação do rastreamento de aparelhos devem ser prioridade. Do contrário, o roubo de celulares continuará sendo um dos crimes de maior impacto social, atingindo a todos — de estudantes a trabalhadores — e ampliando a desconfiança da população nas respostas do poder público.


 
 
 

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