Saúde do Sul Fluminense entra em alerta com avanço da crise financeira em hospitais da região
- Marcus Modesto
- 7 de mai.
- 2 min de leitura
A crise da saúde pública no Sul Fluminense ganhou novos contornos após a revelação de dificuldades financeiras que atingem unidades consideradas estratégicas para o atendimento regional. O cenário mais preocupante envolve a oncologia, setor que depende de repasses estaduais para manter tratamentos de alta complexidade.
Em Barra Mansa, o caso da Oncobarra passou a simbolizar o agravamento da situação. A unidade, referência no tratamento contra o câncer para pacientes de diversas cidades do Médio Paraíba, enfrenta um cenário de forte pressão financeira causado pelos atrasos nos repasses do Governo do Estado. A dívida acumulada já seria estimada em quase R$ 20 milhões, segundo informações discutidas nos bastidores políticos e da área da saúde.
A situação foi levada ao secretário estadual de Saúde, Ronaldo Damião, durante reunião realizada com o deputado estadual Jari Oliveira. O encontro também contou com a participação da subsecretária-geral Raquel Rivello e teve como foco os problemas enfrentados por hospitais do Sul Fluminense.
Além da crise financeira que ameaça serviços oncológicos, o parlamentar apresentou denúncias envolvendo o Hospital Regional Zilda Arns, em Volta Redonda. Entre os problemas relatados estão atrasos salariais, falta de pagamento de verbas rescisórias de profissionais ligados à antiga gestão da OS IDEAS e dificuldades operacionais que vêm comprometendo o funcionamento da unidade.
Um dos episódios que mais chamou atenção ocorreu nesta semana, quando o fornecimento de gás de cozinha do hospital foi interrompido por falta de pagamento, afetando diretamente a preparação da alimentação de pacientes e funcionários.
Nos bastidores da saúde regional, cresce a preocupação de que o atraso nos pagamentos estaduais destinados aos procedimentos de média e alta complexidade provoque uma reação em cadeia. Hospitais filantrópicos e unidades especializadas afirmam enfrentar dificuldades para manter equipes, fornecedores e serviços essenciais.
A preocupação maior envolve justamente os pacientes oncológicos, que dependem de continuidade no tratamento. Médicos e profissionais da área alertam que qualquer interrupção em sessões de quimioterapia, exames ou cirurgias pode trazer consequências graves.
Ao cobrar providências do Estado, Jari Oliveira afirmou que os hospitais da região não conseguem mais absorver os impactos da demora nos repasses financeiros.
“Estamos falando de serviços fundamentais, que atendem pacientes de toda a região. Não podemos permitir que problemas administrativos ou atrasos financeiros coloquem em risco tratamentos oncológicos e outros procedimentos de alta complexidade”, declarou o deputado.
Enquanto o governo estadual promete avaliar as demandas apresentadas, cresce no Sul Fluminense a sensação de que a saúde pública regional vive uma das fases mais delicadas dos últimos anos, com hospitais sobrecarregados, fornecedores sem receber e pacientes cada vez mais inseguros sobre a continuidade dos atendimentos.




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