Sala de aula sob suspeita: denúncias contra professor ampliam investigação no Rio
- Marcus Modesto
- 20 de abr.
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A decisão da Justiça do Rio de Janeiro de manter preso um professor de robótica acusado de estupro de vulnerável trouxe novos desdobramentos já nas primeiras horas após a audiência de custódia. Neste domingo (19), a prisão preventiva foi decretada, e, nesta segunda-feira (20), o caso ganhou novos contornos com o comparecimento de mais dois responsáveis à delegacia para relatar situações semelhantes.
O docente havia sido detido em flagrante na última sexta-feira (17), em sua casa, na Zona Oeste da capital, após diligências conduzidas por agentes que investigavam denúncias iniciais. A partir daí, o que parecia um caso isolado passou a levantar a suspeita de um cenário mais amplo dentro do ambiente escolar.
Segundo os relatos reunidos pela polícia, os abusos teriam ocorrido durante aulas de robótica. As atividades práticas, que exigiam proximidade física, teriam sido usadas como pretexto para que o professor tocasse partes íntimas das crianças, todas com cerca de 8 anos de idade. Até o momento, ao menos três alunas foram identificadas como vítimas.
A investigação teve início quando a familiar de uma das estudantes decidiu procurar a delegacia. O depoimento deu origem às primeiras diligências e abriu caminho para que outros casos viessem à tona.
Na audiência de custódia, o magistrado considerou que a liberdade do acusado poderia comprometer tanto a ordem pública quanto o andamento das investigações. A decisão ressaltou o risco de intimidação indireta, já que vítimas, testemunhas e o investigado compartilham o mesmo ambiente escolar, o que poderia gerar medo e insegurança.
O professor foi encaminhado ao sistema prisional do estado, enquanto a Polícia Civil segue apurando os fatos e não descarta a existência de novas vítimas. A identidade da escola foi preservada pelas autoridades, numa tentativa de proteger as crianças envolvidas.
O caso segue em investigação e expõe, mais uma vez, a importância de vigilância constante em ambientes que deveriam ser, acima de tudo, espaços de proteção e aprendizado.




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