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Saída de Haddad redesenha equipe econômica e testa promessa de continuidade no governo

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 3 horas
  • 1 min de leitura

A decisão de Fernando Haddad de deixar o comando do Ministério da Fazenda, nesta sexta-feira (20), para disputar o governo de São Paulo abre uma nova fase na condução da política econômica federal — e levanta dúvidas sobre até que ponto a prometida continuidade será, de fato, mantida.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já definiu o substituto: o atual secretário-executivo Dario Durigan, nome de perfil técnico e considerado próximo ao agora ex-ministro. A escolha indica uma tentativa clara de evitar rupturas bruscas em um momento ainda sensível para a economia.


A reorganização, no entanto, vai além da troca no topo. Para a secretaria-executiva, o indicado é Rogério Ceron, enquanto o Tesouro Nacional deverá passar às mãos de Daniel Leal. Trata-se de uma dança de cadeiras que mantém o núcleo formulador da política fiscal praticamente intacto.


Ceron, inclusive, é apontado como peça-chave na construção do novo arcabouço fiscal — mecanismo que substituiu o antigo teto de gastos e permite a expansão controlada das despesas públicas. Sua permanência no centro das decisões reforça a narrativa de estabilidade, mas não elimina os desafios.


Nos bastidores, a leitura é pragmática: ao preservar aliados de Haddad em funções estratégicas, o governo tenta blindar sua política econômica de turbulências políticas e do impacto eleitoral da saída do ministro. Ainda assim, a mudança ocorre em um momento em que confiança e previsibilidade são ativos frágeis.


A dúvida que permanece é se a continuidade será apenas formal — sustentada pelos mesmos nomes — ou se resistirá às pressões políticas e às demandas por resultados concretos. Em economia, mais do que discursos, é a execução que define os rumos.

Foto Reprodução


 
 
 

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