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Seca atinge o Sul Fluminense e agrava crise no abastecimento de água

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 30 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura


A seca prolongada e as altas temperaturas continuam impactando o Sul Fluminense, ampliando um problema que já vinha afetando milhares de moradores. Em Barra Mansa, diversos bairros seguem enfrentando falta de água há vários dias, situação que tem gerado reclamações constantes da população. Agora, o cenário crítico também alcança Barra do Piraí.


Diante do aumento expressivo do consumo típico do verão e das festas de fim de ano, a Prefeitura de Barra do Piraí divulgou nesta segunda-feira (29) um alerta pedindo o uso consciente da água. Segundo a administração municipal, todas as Estações de Tratamento de Água (ETAs) estão operando normalmente, mas a alta demanda pressiona um sistema que sofre com limitações estruturais acumuladas ao longo de anos sem investimentos suficientes.


A Secretaria de Água e Esgoto (SAE) informou que realiza ajustes técnicos e monitoramento contínuo do sistema, enquanto a prefeitura atua com caminhões-pipa para atender situações emergenciais e reduzir os impactos à população, especialmente em áreas mais afetadas.


A prefeita Katia Miki destacou que o município enfrenta um desafio histórico no abastecimento e pediu a colaboração dos moradores enquanto medidas estruturais não são concluídas. Segundo ela, o consumo consciente é fundamental neste momento de calor intenso e demanda elevada.


O secretário de Água e Esgoto, Carlos Afonso Miranda Marques, reforçou que, apesar do funcionamento regular das ETAs, o comportamento coletivo é decisivo para evitar agravamento da crise. Ele orienta a redução do tempo de banho, o adiamento de usos que demandam grande volume de água e o combate ao desperdício.


Como solução de médio prazo, a Prefeitura de Barra do Piraí anunciou um investimento estimado em R$ 50 milhões, em parceria com a CEDAE, para a construção da nova ETA Mãe. A previsão é que as obras permitam a desativação de estações consideradas precárias já no início de 2026, com impacto direto na melhoria do abastecimento.


Enquanto isso, a combinação entre seca, calor extremo e sistemas antigos expõe uma realidade comum em vários municípios do Sul Fluminense, onde a falta de investimentos estruturais transforma períodos de estiagem em crises recorrentes para a população.

Foto Divulgação


 
 
 

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