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Seita, maconha e tráfico: Nova Friburgo vira palco de crimes inusitados e alarmantes

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 8 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Nova Friburgo, conhecida por sua tranquilidade serrana, tem sido cenário de episódios cada vez mais insólitos e preocupantes. Neste fim de semana, policiais da 151ª DP prenderam um colombiano que cultivava e distribuía maconha dentro de um sítio em Galdinópolis, onde a droga era usada em rituais de uma seita com fortes traços de fanatismo.


Segundo a Polícia Civil, após denúncias anônimas, o criminoso foi localizado em uma propriedade rural com estufas equipadas para o cultivo da cannabis. As investigações revelaram que a droga era oferecida a fiéis após cerimônias religiosas, sob a justificativa de que seria “pura” e “livre de energia negativa” — diferente, segundo o colombiano, da maconha vendida por facções criminosas, que ele alegava estar “espiritualmente contaminada”.


A justificativa pode parecer absurda, mas escancara um problema grave: o uso da fé como fachada para o tráfico de drogas. A seita, que operava à margem da lei e com práticas ocultas, atraía adeptos para consumir a droga como parte de seus “ritos sagrados”. O traficante foi autuado em flagrante e responderá por tráfico de drogas.


Mas o caso não foi isolado. Na véspera, sexta-feira (06), outros dois suspeitos — um homem e um adolescente — também foram detidos por tráfico na cidade. A dupla tentou fugir durante a abordagem, mas foi capturada com sacolas repletas de entorpecentes. O adulto foi preso em flagrante e o menor, apreendido por ato infracional análogo ao crime.


As ocorrências levantam um alerta urgente sobre a escalada do tráfico em regiões antes tidas como pacatas e sobre a forma como criminosos têm se infiltrado em diferentes setores sociais — inclusive, agora, em grupos que se apresentam como religiosos.


O que acontece em Nova Friburgo não é um caso isolado, tampouco folclórico. É reflexo da fragilidade das fronteiras entre crime e sociedade. O tráfico assume novas formas, novas linguagens e novos disfarces — e cabe ao poder público, às autoridades e à população manterem a vigilância e a denúncia como armas fundamentais.


A serra fluminense merece paz, não uma fé distorcida a serviço do tráfico.



 
 
 

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