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Semana Nacional de Trânsito passa despercebida em Volta Redonda enquanto acidentes aumentam

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 1 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Entre os dias 18 e 25 de setembro, o Brasil celebrou a Semana Nacional de Trânsito, criada para promover a conscientização e a educação viária. Mas, em Volta Redonda, uma das cidades com maior frota de veículos do Sul Fluminense, praticamente nada foi feito. A ausência de campanhas de alerta por parte da Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana, da Secretaria de Ordem Pública, da Guarda Municipal e até da Polícia Militar chama a atenção, sobretudo diante do aumento expressivo nos acidentes.


Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ) revelam que, entre janeiro e junho de 2025, foram registrados 155 acidentes de trânsito em Volta Redonda, contra 105 no mesmo período de 2024 – um salto de 47%. No mesmo intervalo, o número de mortes também cresceu: foram oito vítimas fatais este ano, contra seis no ano anterior, o que representa alta de 60%.


Na noite do dia 22 de setembro, durante a semana comemorativa, uma colisão entre moto e carro na Vila, próximo à Praça Brasil, voltou a expor a fragilidade da segurança viária na cidade. O motociclista de 32 anos foi socorrido pelo Samu e levado ao Hospital São João Batista com ferimentos leves.


Um levantamento do Cerest/VR (Centro Regional de Saúde do Trabalhador), divulgado pela própria prefeitura, mostra que os motociclistas continuam sendo os mais afetados. Entre 2023 e julho de 2025, 78% dos envolvidos em acidentes eram homens, a maioria com idades entre 18 e 40 anos. Profissões ligadas ao transporte e entrega dominam os registros: motoboys representam 35% das ocorrências.


Apesar disso, a lei municipal 3.984, em vigor desde junho de 2024, proíbe o uso de motos para transporte de passageiros no município. Ainda assim, o mototáxi segue circulando livremente. A Secretaria de Ordem Pública limita-se a apreender veículos em situação irregular ou barulhentos, mas ignora a legislação aprovada e sancionada pelo prefeito.


Enquanto outras cidades buscam soluções inovadoras, como o monitoramento de condutores por telemetria no Rio de Janeiro, Volta Redonda segue sem campanhas educativas e sem fiscalização efetiva. O resultado aparece nas estatísticas – cada vez mais preocupantes – e na sensação de abandono de quem enfrenta diariamente o trânsito da Cidade do Aço.


Foto Arquivo


 
 
 

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