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Siderurgia em alta: Sul Fluminense se beneficia com crescimento da produção de aço no RJ

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
22 de jul. de 2025
2 min de leitura

Estado responde por mais de um quarto da produção nacional em junho e soma 4,4 milhões de toneladas no primeiro semestre


A indústria do aço no Rio de Janeiro registrou desempenho expressivo em junho, com a produção de 750 mil toneladas de aço bruto, o equivalente a 26,5% de toda a produção nacional no mês. No acumulado do primeiro semestre, o estado alcançou 4,4 milhões de toneladas, alta de 4,6% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Instituto Aço Brasil.


No Sul Fluminense, onde estão instaladas algumas das principais plantas siderúrgicas do país, como a Ternium em Santa Cruz e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda, o cenário reforça a importância estratégica da região para a economia fluminense. A atividade impulsiona diretamente setores como a construção civil, a indústria automotiva e a naval, além de sustentar milhares de empregos e movimentar a arrecadação dos municípios.


— O aço fluminense é estratégico para diversas cadeias produtivas e tem um papel fundamental no crescimento econômico do estado. O desempenho da indústria siderúrgica reforça a relevância do Rio de Janeiro no cenário nacional — afirmou o governador Cláudio Castro.


Mesmo diante de um cenário internacional de incertezas, especialmente com o anúncio da tarifa de 50% sobre o aço brasileiro por parte do governo dos Estados Unidos, as exportações ainda apresentaram resultados positivos em junho, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado.


No ranking nacional, o Rio de Janeiro se mantém como o segundo maior produtor de aço do país, atrás apenas de Minas Gerais. Em 2024, o estado produziu 8,8 milhões de toneladas — 2,4% a mais que em 2023.


A nível nacional, a produção de aço bruto em junho foi de 2,8 milhões de toneladas, totalizando 16,4 milhões de toneladas no acumulado do ano, um crescimento de 0,5% na comparação com o primeiro semestre de 2024.


A expectativa do setor é de que a demanda interna siga em recuperação, puxada por investimentos em infraestrutura e construção civil, setores diretamente ligados à indústria do aço — especialmente em polos industriais como o Sul Fluminense.


 
 
 

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