top of page
Buscar

Silêncio ensurdecedor: Zezé Porto fecha os olhos para abusos nas praias de Paraty

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 14 de jan.
  • 2 min de leitura

O silêncio do prefeito Zezé Porto diante das denúncias de cobranças abusivas para acesso às praias de Paraty já não é apenas constrangedor — tornou-se um problema político, administrativo e moral. Em um município cuja economia depende diretamente do turismo e do respeito ao espaço público, a omissão do chefe do Executivo soa como conivência.


Até agora, nenhuma explicação clara foi apresentada à população sobre a prática de cobranças irregulares para entrada em praias, que por lei são bens públicos de uso comum do povo. O prefeito, que deveria ser o primeiro a defender o direito de ir e vir de moradores e turistas, prefere o mutismo. Não há nota oficial, não há esclarecimento, não há ação concreta. Nada.


Mais grave ainda é a circulação de imagens e relatos que apontam o próprio prefeito frequentando quiosques acusados de práticas ilegais, como a venda casada — conduta expressamente proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. Diante disso, a pergunta é inevitável: o prefeito desconhece a legislação ou simplesmente escolheu ignorá-la quando os interesses não são os da população?


A postura adotada até aqui lembra a velha tática da “egípcia”: fingir que não vê, não ouve e não fala, esperando que a indignação popular se dissipe com o tempo. Mas Paraty não pode ser administrada com base na omissão seletiva. A cidade exige respostas, fiscalização e, sobretudo, respeito.


Governar não é apenas participar de eventos ou posar para fotos em cenários paradisíacos. Governar é enfrentar conflitos, coibir abusos e agir quando direitos coletivos são violados. Ao se calar, Zezé Porto deixa de cumprir esse papel e fragiliza a confiança da população na Prefeitura.


Paraty não é propriedade privada de quiosques irregulares, nem pode ser refém de interesses econômicos que atropelam a lei. Se o prefeito não se manifesta, não fiscaliza e não age, a pergunta que fica é simples e direta: a quem, afinal, o governo municipal está servindo?



 
 
 

Comentários


bottom of page