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Silvinei Vasques é preso no Paraguai ao tentar fugir com documentos falsos

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 26 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso nesta sexta-feira no Paraguai após tentar deixar o país usando um passaporte e uma carteira de identidade falsificados. A detenção ocorreu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, durante procedimentos rotineiros de controle migratório.


De acordo com informações divulgadas pelo g1, com base em dados da Polícia Nacional Paraguaia, os documentos apresentados estavam em nome de “Julio Eduardo” e levantaram suspeitas imediatas dos agentes de imigração. A checagem técnica apontou inconsistências entre a numeração do passaporte, os registros biométricos oficiais e as características físicas do passageiro.


Durante a análise, as impressões digitais associadas aos documentos não correspondiam ao indivíduo que tentava embarcar. A divergência levou os agentes a aprofundarem a verificação ainda na área restrita do aeroporto. Confrontado com as evidências técnicas, Silvinei Vasques admitiu que os documentos não lhe pertenciam, confirmando o uso de identidade falsa para sair do país.


Após a confissão, o ex-diretor da PRF foi detido e encaminhado às autoridades paraguaias, que notificaram imediatamente os órgãos de segurança brasileiros. A prisão ocorreu em um contexto de alerta internacional, já que Vasques era considerado foragido da Justiça brasileira.


Antes de entrar no Paraguai, Silvinei estava em Santa Catarina, onde cumpria medidas judiciais com uso de tornozeleira eletrônica. Segundo as investigações, ele rompeu o equipamento de monitoramento e deixou o território brasileiro sem autorização. Diante do descumprimento da ordem judicial, autoridades brasileiras emitiram comunicados a países vizinhos, entre eles Paraguai, Argentina e Colômbia, indicando a possibilidade de fuga internacional.


As apurações iniciais indicam que o destino final de Silvinei Vasques seria El Salvador. A estratégia envolveria o uso de documentos paraguaios falsificados para burlar os sistemas de controle migratório e dificultar sua identificação, o que acabou frustrado pela fiscalização no aeroporto de Assunção.


Com a prisão confirmada, a expectativa agora é pela expulsão de Silvinei Vasques do Paraguai e sua devolução ao Brasil. A repatriação deve ocorrer pela Ponte Internacional da Amizade, que liga Ciudad del Este a Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Até o momento, as autoridades não divulgaram data nem detalhes operacionais do procedimento.


Silvinei Vasques já foi condenado em ações judiciais relacionadas à atuação da PRF durante as eleições de 2022. Decisões apontam que ele integrou um grupo que teria usado a estrutura da corporação para monitorar autoridades públicas e criar obstáculos ao deslocamento de eleitores, principalmente na região Nordeste. As práticas resultaram em sanções que incluem multa superior a R$ 500 mil, além de outras penalidades administrativas e judiciais.


Mesmo diante do histórico judicial, Vasques voltou a ocupar cargo público em 2025. Em janeiro daquele ano, foi nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura de São José, na Grande Florianópolis, durante a gestão do prefeito Orvino Coelho de Ávila (PSD). A nomeação gerou críticas e questionamentos, mas ele permaneceu no posto ao longo do ano.


Silvinei deixou o cargo em dezembro de 2025, no mesmo dia em que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal no processo que apura sua participação na trama golpista associada ao período pós-eleitoral. A prisão no Paraguai adiciona um novo capítulo à trajetória recente do ex-diretor da PRF, agora marcada por tentativas de fuga, uso de documentos falsos e o agravamento de sua situação jurídica no Brasil.





 
 
 

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