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Simone Tebet entra no centro da estratégia de Lula para São Paulo em 2026

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, passou a ocupar posição de destaque nas articulações políticas do Palácio do Planalto para as eleições de 2026. Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que ela pode ser peça-chave na montagem de um palanque competitivo em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com mais de 33 milhões de eleitores.


O movimento ganhou corpo após Tebet receber um convite formal do PSB para disputar as eleições no estado. A ministra deve se reunir com Lula até o fim deste mês para discutir seu futuro político e definir qual papel poderá desempenhar no próximo pleito.


Nome de centro para ampliar alianças


A estratégia do presidente passa pela escolha de um nome com perfil moderado e trânsito fora do campo tradicional do PT. Nesse cenário, Tebet é vista como uma figura capaz de dialogar com setores do centro político e do eleitorado paulista, considerado decisivo para uma eventual tentativa de reeleição de Lula.


A conversa sobre 2026 começou ainda no fim do ano passado, durante a Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu, quando o próprio presidente sinalizou a intenção de discutir o papel eleitoral da ministra. Desde então, ficou acertado que o tema seria tratado com mais profundidade no início do próximo ano.


Pessoas próximas a Tebet afirmam que ela já deixou claro que estará alinhada à campanha presidencial de Lula e que aceitará a tarefa definida pelo grupo político, seja uma disputa majoritária em São Paulo, uma vaga ao Senado ou outra composição estratégica.


Possível saída do MDB


A hipótese de uma candidatura em São Paulo esbarra, no entanto, na atual filiação partidária da ministra. Tebet está no MDB há quase três décadas, legenda que hoje controla a Prefeitura da capital paulista e mantém aliança com o governador Tarcísio de Freitas, adversário do campo governista nacional.


Diante desse contexto, dirigentes avaliam que não haveria espaço para uma candidatura de Tebet em São Paulo com apoio do governo federal permanecendo no MDB. A permanência no partido, na prática, a levaria a disputar novamente uma vaga vinculada ao Mato Grosso do Sul, estado que já representou no Senado.


PSB avança nas conversas


Atento ao cenário, o PSB intensificou as investidas e formalizou o convite para filiação. A sigla enxerga em Tebet um nome capaz de fortalecer sua presença em São Paulo e ampliar seu peso político nacional.


A ministra já tem ampliado o diálogo com lideranças do partido, incluindo encontros com a deputada Tabata Amaral e participações em agendas conjuntas. Embora aliados descartem uma migração para o PT, o PSB aparece como o destino mais provável caso a troca de legenda se confirme.


Pesquisas vão orientar decisão


A decisão final dependerá de levantamentos eleitorais que estão sendo analisados pelo presidente e sua equipe. As pesquisas avaliam o desempenho de Tebet e de outros nomes cotados para São Paulo, como Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Márcio França e Marina Silva.


No entorno do Planalto, a ministra é vista como um ativo eleitoral relevante: tem projeção nacional, boa performance no debate público e um perfil considerado adequado para ampliar alianças em um estado considerado decisivo para o projeto político de 2026.



 
 
 

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