Solidariedade lança Rodrigo Drable à Alerj mesmo com ação penal por corrupção e organização criminosa
- Marcus Modesto
- há 1 hora
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A decisão do Solidariedade de lançar o ex-prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable, como candidato a deputado estadual nas eleições de 2026 coloca novamente em evidência um nome cercado por controvérsias judiciais e políticas.
Embora o partido destaque a experiência administrativa de Drable, a candidatura ocorre enquanto ele responde a uma ação penal no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, denunciado pelo Ministério Público por supostos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e outros delitos relacionados às investigações sobre sua administração municipal. O processo ainda está em tramitação e não há condenação definitiva.
As investigações tiveram início durante seu segundo mandato como prefeito de Barra Mansa. Em 2020, uma operação do Ministério Público levou ao seu afastamento cautelar do cargo por decisão judicial, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão. Segundo o MP, havia indícios da existência de um esquema para obtenção de apoio político na Câmara Municipal. Rodrigo Drable nega as acusações e exerce seu direito de defesa na Justiça.
Mesmo diante desse histórico, o Solidariedade decidiu apostar em seu nome para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A escolha inevitavelmente provoca questionamentos sobre o compromisso dos partidos com a ética e a renovação política, especialmente em um momento em que a população cobra maior transparência dos agentes públicos.
Do ponto de vista político, a gestão de Rodrigo Drable ainda divide opiniões. Há quem considere que seu governo deixou marcas negativas para Barra Mansa e enxergue sua administração como uma das mais problemáticas da história recente do município. Agora, mesmo respondendo a uma ação penal por acusações graves, Drable volta a pedir a confiança do eleitor para ocupar um cargo ainda mais relevante na política fluminense.
A presunção de inocência é um direito garantido pela Constituição até o trânsito em julgado do processo. No entanto, isso não impede que a sociedade discuta o histórico político e judicial daqueles que pretendem representar a população. Afinal, mais do que cumprir os requisitos legais para concorrer, espera-se que os candidatos transmitam confiança e credibilidade aos eleitores.




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