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STF decreta prisão de Carla Zambelli e inclui nome na lista da Interpol

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 4 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Decisão do ministro Alexandre de Moraes ocorre após deputada anunciar que deixou o país; ela já havia sido condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo.


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta quarta-feira (4) a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão ocorre poucos dias depois de a parlamentar anunciar que deixou o Brasil, alegando a realização de um tratamento de saúde no exterior.


Além da prisão, Moraes determinou o bloqueio das contas bancárias e do salário da deputada, a apreensão de seu passaporte e a inclusão do nome dela na lista de procurados da Interpol.


A medida atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que argumentou risco de fuga e descumprimento de medidas judiciais. Segundo o STF, Zambelli não informou previamente sobre a saída do país e sinalizou intenção de se licenciar do mandato, o que foi interpretado como tentativa de obstruir o cumprimento da pena.


Em maio, a Primeira Turma do Supremo condenou Zambelli a dez anos de prisão e à perda do mandato por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. A parlamentar foi considerada autora intelectual do crime, que contou com a participação do hacker Walter Delgatti Neto, também condenado.


Além dessa condenação, Zambelli já havia sido sentenciada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo, em referência ao episódio em que sacou uma arma e perseguiu um homem nas ruas de São Paulo em 2022.


Até o momento, a defesa da deputada não se manifestou oficialmente sobre a nova decisão do Supremo.


 
 
 

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