STF determina bloqueio de R$ 2,2 bilhões do pai de Vorcaro
- Marcus Modesto
- há 4 horas
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira (4) a nova prisão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A decisão aponta que cerca de R$ 2,2 bilhões, supostamente pertencentes a vítimas da instituição, teriam sido ocultados em conta vinculada ao pai do empresário, Henrique Moura Vorcaro.
Segundo o despacho, foi bloqueado o valor de R$ 2.245.235.850,24 que estava depositado junto à empresa CBSF DTVM, conhecida como REAG, em nome do genitor do banqueiro. As empresas citadas são investigadas dentro do esquema que apura fraudes envolvendo o banco.
Na decisão, Mendonça destaca que a “impressionante quantia” teria sido movimentada em nome de terceiros como forma de ocultar recursos que, de acordo com as investigações, seriam oriundos de clientes lesados.
Segunda fase da operação
Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025, durante a primeira etapa da Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito falsos por instituições ligadas ao Sistema Financeiro Nacional. Ele foi detido na véspera da liquidação do Banco Master, apontado como centro de uma engrenagem de fraudes.
Posteriormente, o empresário foi solto mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, conforme a decisão do ministro, após a soltura, a organização investigada teria continuado a ocultar valores bilionários em nome de terceiros, fato que teria sido identificado na nova fase da operação.
Suspeita de interferência
A nova ordem de prisão foi cumprida em São Paulo. Além do bloqueio dos recursos, a decisão também considera indícios de que o empresário estaria tentando interferir nas investigações, o que teria reforçado a necessidade da prisão preventiva para garantir a instrução criminal.
Defesa contesta acusações
Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro negou qualquer tentativa de obstrução e afirmou que o empresário sempre colaborou com as autoridades. Os advogados declararam que ele permanece à disposição da Justiça, confia no devido processo legal e rejeita as acusações atribuídas a seu nome.




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