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STF nega troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e banqueiro investigado

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 37 minutos
  • 2 min de leitura

A assessoria de comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou na noite de sexta-feira (6) uma nota oficial negando que o ministro Alexandre de Moraes tenha mantido conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em apurações relacionadas à CPMI do INSS.


O comunicado foi publicado a pedido do gabinete do ministro após a divulgação de mensagens atribuídas a Vorcaro em reportagens jornalísticas. Segundo o STF, uma análise técnica realizada nos dados telemáticos do empresário indicou que os registros apresentados não correspondem a contatos vinculados ao telefone do magistrado.


De acordo com a nota, as mensagens de visualização única enviadas em 17 de novembro de 2025 — data que antecedeu a primeira prisão do banqueiro — aparecem associadas a pastas com outros contatos da agenda de Vorcaro e não ao número do ministro do STF. O tribunal afirma ainda que os arquivos analisados mostram que os prints estão vinculados a diferentes contatos armazenados no computador utilizado para gerar as capturas.


O STF informou também que os nomes e números associados aos arquivos não foram divulgados devido ao sigilo determinado pelo ministro André Mendonça no âmbito das investigações, mas constariam no material disponibilizado à imprensa pela CPMI.


As mensagens ganharam repercussão após reportagem publicada pelo jornal O Globo, que apresentou novos registros atribuídos a Vorcaro enviados ao ministro poucas horas antes de sua detenção. Segundo o jornal, os dados teriam sido extraídos do celular do banqueiro em análise técnica realizada pela Polícia Federal do Brasil.


De acordo com a reportagem, o procedimento utilizou um software especializado capaz de recuperar conteúdos do aplicativo WhatsApp, inclusive imagens enviadas com recurso de visualização única. O sistema permite exibir simultaneamente a tela de conversa e os arquivos compartilhados, o que teria possibilitado a recuperação das imagens.


Ainda segundo o jornal, o material analisado mostraria o nome e o número associados ao ministro Alexandre de Moraes no envio das mensagens, informação que teria sido verificada pela equipe de reportagem. Para preservar dados pessoais, o número utilizado pelo ministro teria sido ocultado nas imagens divulgadas.


A reportagem afirma também que o contato atribuído a Moraes teria respondido às mensagens de Vorcaro com imagens de visualização única e reações com emojis em alguns momentos da conversa. O caso segue repercutindo no meio político e jurídico enquanto os dados apresentados continuam sendo analisados.

Com informações G1


 
 
 

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