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STF se prepara para julgamento histórico da “trama golpista” envolvendo Bolsonaro

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 29 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para um dos julgamentos mais aguardados da história recente do Brasil. A partir de 2 de setembro, a Primeira Turma analisará o processo conhecido como “trama golpista”, no qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete ex-auxiliares são acusados de tentar manter o poder à força e impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


O interesse pelo julgamento é recorde. Segundo o portal g1, 501 jornalistas foram credenciados para acompanhar as sessões, enquanto mais de 3,3 mil cidadãos se inscreveram para assistir presencialmente. Apenas 150 lugares estarão disponíveis para o público, sorteados para ocupar o plenário da Segunda Turma, enquanto a imprensa terá 80 assentos por ordem de chegada na sala da Primeira Turma, onde ocorrerão as sessões, marcadas para 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.


Ministros e réus

A Primeira Turma é composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin (presidente) e Flávio Dino. Todos os réus negaram envolvimento em conspirações durante os interrogatórios de junho, e suas defesas argumentam que não houve ações concretas para impedir a posse de Lula. Entre os acusados estão ex-ministros e aliados próximos de Bolsonaro, denunciados por organização criminosa armada, tentativa de golpe e ataque ao Estado democrático de Direito.


Segurança reforçada

O clima em Brasília exige esquema de segurança sem precedentes. A partir de 1º de setembro, a Praça dos Três Poderes, que abriga STF, Congresso e Planalto, será interditada. No dia do julgamento, tropas do Bope, Comando de Operações Táticas, policiais judiciais e reforços de outros estados estarão presentes. O acesso ao STF será controlado por detectores de metais, e a Corte mantém comunicação direta com a Secretaria de Segurança do DF para ajustes nos protocolos de prevenção.


Pressão política e repercussão internacional

O julgamento também repercute fora do país. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e ainda não confirmou presença. Seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), foi criticado por Lula após defender nos Estados Unidos represálias contra o Brasil. Recentemente, o ex-presidente Donald Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e sanções contra ministros do STF, motivando reação firme de Lula: o país “não negocia sua soberania”.


A imprensa internacional acompanha de perto. A revista The Economist destacou Bolsonaro como um extremista similar aos envolvidos na invasão do Capitólio nos EUA em 2021, apontando o julgamento brasileiro como exemplo de resiliência democrática.


Com segurança máxima, atenção global e tensões políticas internas e externas, o julgamento da “trama golpista” se configura como um marco histórico para a democracia brasileira.


 
 
 

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