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STF termina sessão sem decisão sobre investigação de Moraes e adia definição no caso Master

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
há 1 hora
2 min de leitura

O Supremo Tribunal Federal encerrou nesta terça-feira (15) uma das sessões mais tensas envolvendo o caso Banco Master sem chegar a uma definição sobre a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


O que deveria resultar em uma decisão sobre o andamento da apuração terminou novamente em impasse. O ministro Flávio Dino pediu vista depois de um confronto verbal entre Gilmar Mendes e André Mendonça, interrompendo a análise. O placar parcial sobre a possibilidade de reunir os casos de Moraes e Mendonça ficou em 4 votos a 3.


A discussão começou quando Gilmar Mendes propôs que a situação de Moraes fosse analisada junto com as acusações relacionadas à atuação de Mendonça na condução das investigações do Banco Master. A proposta dividiu o plenário. Fachin, Fux, Cármen Lúcia e Mendonça defenderam análises separadas, enquanto Zanin, Moraes e Gilmar votaram pela apreciação conjunta. Dino também se posicionou pela análise simultânea, mas pediu vista e, por isso, sua posição não entrou no placar provisório.


O resultado deixa uma questão de grande interesse público novamente sem resposta. Em vez de esclarecer imediatamente os limites e a legalidade das investigações envolvendo dois integrantes da própria Corte, o Supremo encerrou a sessão sem uma decisão definitiva e sem nova data para a retomada do julgamento. Pelas regras aplicáveis ao pedido de vista, Dino dispõe de até 90 dias para devolver o processo.


O caso chegou ao plenário depois que Mendonça, então relator do caso Master, retirou o sigilo de material da Polícia Federal que continha 52 mensagens atribuídas a Vorcaro em contato com Moraes. Segundo a investigação, as mensagens foram trocadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, quando o ex-banqueiro foi preso. Moraes nega irregularidades e questiona a legalidade do relatório.


Ao mesmo tempo, a Procuradoria-Geral da República questiona procedimentos adotados por Mendonça na investigação, sustentando que o aprofundamento da apuração envolvendo um ministro do STF deveria ter passado previamente pelo plenário. Moraes, por sua vez, pediu investigação sobre a atuação de Mendonça, enquanto o presidente do Supremo, Edson Fachin, marcou essa análise para 23 de setembro.


A sucessão de questionamentos, pedidos de investigação e disputas sobre o próprio rito do julgamento aumenta a necessidade de uma resposta institucional clara. Por enquanto, porém, o que o STF entregou foi mais uma sessão inconclusiva em um caso que envolve diretamente integrantes da própria Corte e cuja apuração permanece sem desfecho.



 
 
 

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