STF torna Bolsonaro réu por tentativa de golpe de Estado e inicia ação penal
- Marcus Modesto
- 12 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou nesta sexta-feira (11) a decisão que transforma o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados em réus por tentativa de golpe de Estado no fim de 2022. A medida marca o início oficial da ação penal no âmbito da Corte.
A publicação do acórdão — documento que reúne a decisão tomada pela Primeira Turma do STF em março — abre caminho para o avanço do processo judicial. A partir de agora, os advogados dos acusados serão notificados e poderão contestar ou apresentar questionamentos sobre a decisão inicial. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, poderá responder sozinho ou levar as questões novamente à Primeira Turma.
Início da fase de instrução
Com o acórdão publicado, o processo entra na fase de instrução, quando ocorre a coleta de provas, depoimentos de testemunhas e apresentação de argumentos pela defesa e pela acusação. É também nesta etapa que poderão ser solicitadas diligências adicionais e novos documentos.
Concluída a instrução, o processo segue para julgamento de mérito — etapa em que o STF decidirá se os réus serão condenados ou absolvidos pelas acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Entre os crimes atribuídos aos réus estão:
• Tentativa de golpe de Estado
• Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
• Organização criminosa
• Dano qualificado
Prisão não está descartada, mas tem baixo risco imediato
A aceitação da denúncia não implica automaticamente em prisão preventiva. No entanto, o STF pode decretar essa medida ao longo do processo, caso identifique riscos à ordem pública, tentativa de fuga ou obstrução da Justiça.
Julgamento ainda sem data definida
O prazo para o julgamento final depende do andamento da instrução, da quantidade de recursos e da complexidade das diligências. Se forem condenados, os réus poderão enfrentar penas de prisão, além de sanções civis e administrativas, como:
• Perda de cargos ou mandatos
• Reparação de danos ao Estado
• Inelegibilidade
A sentença só será aplicada de forma definitiva após o trânsito em julgado, quando não houver mais possibilidade de recurso.
O caso é considerado um dos mais sensíveis e de maior impacto político desde a redemocratização, envolvendo diretamente um ex-presidente da República e membros de sua base.




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