Sul Fluminense: eventos climáticos extremos já fazem brasileiros deixar suas casas
- Marcus Modesto
- 16 de mar.
- 2 min de leitura
Uma em cada quatro pessoas no Brasil (24%) já precisou sair de casa temporariamente por causa de eventos climáticos extremos, como enchentes, deslizamentos, incêndios ou ondas de calor. A realidade retratada pela pesquisa ajuda a entender situações cada vez mais comuns em diversas regiões do país, inclusive no Sul Fluminense, que nos últimos anos também tem enfrentado chuvas intensas e períodos prolongados de calor.
O dado faz parte de um levantamento realizado pela empresa Ipsos para o Instituto Talanoa, divulgado nesta segunda-feira (16), data em que se celebra o Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas.
De acordo com a pesquisa, os impactos climáticos mais citados pelos entrevistados nos últimos 12 meses foram as ondas de calor extremo (48%), seguidas pela falta de energia elétrica (42%) e tempestades fortes (35%). Também aparecem na lista a escassez de água (26%), doenças transmitidas por mosquitos (23%) e enchentes (21%).
Os dados indicam ainda que o conceito de adaptação climática começa a ganhar espaço entre os brasileiros. Cerca de 81% dos entrevistados dizem já ter ouvido falar no tema, embora apenas 13% afirmem conhecê-lo bem.
Outro ponto destacado pelo levantamento é a percepção de que os eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes. Essa é a avaliação de 70% dos entrevistados. Entre os aspectos do dia a dia mais afetados aparecem a saúde (40%), a alimentação (37%), os gastos com energia elétrica (37%), a moradia (29%) e a mobilidade (25%).
Apoio a obras de adaptação
Mesmo diante da possibilidade de custos maiores, a maioria da população apoia medidas voltadas à preparação das cidades e de suas infraestruturas para enfrentar os impactos climáticos.
Segundo a pesquisa, 63% concordam que novas construções devem considerar os efeitos das mudanças climáticas. Quando as obras são financiadas com recursos públicos, o apoio sobe para 76%.
Ainda que essas medidas possam provocar transtornos momentâneos, como obras urbanas ou mudanças nas regras de construção, o apoio permanece elevado: 66% da população afirmam apoiar ações de adaptação, enquanto apenas 9% se posicionam contra.
O apoio aparece em todas as regiões do país, variando de 58% no Sul a 73% no Sudeste.
A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 29 de dezembro de 2025, com mil entrevistas feitas em painel online. A amostra representa as classes A, B e C em todo o país, considerando gênero, faixa etária e região.




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