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Sul Fluminense volta a registrar morte de policial em meio a onda de violência no estado

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
22 de ago. de 2025
2 min de leitura

O Rio de Janeiro ultrapassou a marca de 35 policiais militares mortos em 2025, e o Sul Fluminense voltou a sentir de perto o impacto da escalada de violência. Nesta sexta-feira (22), o soldado Felipe dos Santos Amaral, de 32 anos, foi morto durante um confronto em Barra Mansa. O agente foi atingido por cinco disparos e chegou a ser levado para a Santa Casa, mas não resistiu.


Horas antes, na Baixada Fluminense, outro PM perdeu a vida: Wagner Passos Costa, de 50 anos, que estava internado desde o fim de julho após ser baleado em uma tentativa de assalto em Mesquita. Ele foi atingido no abdômen e na região testicular, passou por cirurgia de emergência, mas não sobreviveu.


Balanço de 2025


De acordo com a Polícia Militar, dos 35 policiais mortos no estado este ano, apenas seis estavam em serviço, enquanto 21 foram assassinados durante a folga e outros já estavam fora da corporação.


No Sul Fluminense, a situação tem gerado alerta para a tropa. Barra Mansa, Volta Redonda e Resende registraram, só em 2025, episódios de violência ligados ao tráfico e a confrontos armados que colocam não apenas os policiais, mas também moradores em risco constante.


Reflexo da crise da segurança


A morte de Felipe, em Barra Mansa, evidencia o avanço da criminalidade organizada para o interior do estado, em um movimento que desafia a estrutura policial da região. Embora a corporação destaque operações de combate ao tráfico, a estatística mostra que os policiais continuam sendo alvo fácil, especialmente fora do horário de serviço.


O caso de Wagner, na Baixada, também ilustra outra face da insegurança: a vulnerabilidade dos agentes em situações corriqueiras, como estar em frente à própria casa.


Enquanto a Baixada Fluminense concentra a maioria dos registros fatais, o Sul Fluminense passa a viver a mesma rotina de luto da capital e da região metropolitana. A crise da segurança pública, marcada por confrontos diários e violência contra os próprios agentes, expõe a fragilidade do sistema e acende um alerta para os municípios do interior.



 
 
 

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