Suprema Corte da Argentina manda prender Cristina Kirchner
- Marcus Modesto
- 11 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
BUENOS AIRES – A Suprema Corte da Argentina determinou nesta terça-feira (10) a prisão da ex-presidente e ex-vice Cristina Fernández de Kirchner, após confirmar sua condenação a seis anos de reclusão e inabilitação vitalícia para cargos públicos. A decisão, unânime, ordena que ela se apresente à Justiça em até cinco dias úteis para cumprimento da pena. A expectativa é que, por ter 72 anos, ela cumpra prisão domiciliar.
Condenação
Cristina Kirchner foi considerada culpada pelo desvio de verbas públicas em contratos fraudulentos de obras viárias durante seus dois mandatos (2007–2015), beneficiando o empresário Lázaro Báez. O escândalo causou prejuízo estimado em US$ 70 milhões ao Estado.
A Corte concluiu que houve “administração fraudulenta agravada” em favor de aliados políticos e rejeitou pedidos de recurso da defesa, consolidando o fim do processo na esfera nacional.
Impacto político
A decisão impede Cristina de disputar as eleições legislativas deste ano e sela sua exclusão da política institucional. Dentro do movimento peronista, cresce a especulação sobre quem assumirá a liderança — o nome mais cotado é o do governador de Buenos Aires, Axel Kicillof.
O atual presidente Javier Milei celebrou a decisão como uma “vitória da Justiça”, enquanto aliados de Cristina denunciaram perseguição política e prometeram recorrer a cortes internacionais.
Reações e protestos
Militantes e simpatizantes da ex-presidente protestaram em diversas regiões de Buenos Aires, bloqueando vias e acusando o Judiciário de “lawfare” — uso político da Justiça contra adversários. A defesa já indicou que recorrerá à Comissão Interamericana de Direitos Humanos e à ONU.
Clínica judicial
Cristina poderá cumprir a pena em casa, sob supervisão, devido à idade avançada e ao histórico de problemas de saúde. No entanto, o juiz responsável ainda deverá definir os detalhes do cumprimento da ordem de prisão.




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