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Série Ouro encerra desfiles com brilho, emoção e acidente na dispersão

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

A segunda noite da Série Ouro, realizada neste sábado (14), fechou a disputa das 15 escolas que sonham com a única vaga no Grupo Especial do Carnaval do Rio. O palco foi novamente o Sambódromo da Marquês de Sapucaí, onde emoção, diversidade temática e tensão marcaram o encerramento da principal divisão de acesso à elite da folia.


Entre os destaques da noite estiveram Império Serrano, Unidos do Porto da Pedra e Estácio de Sá. Já a apresentação da União de Maricá acabou ofuscada por um grave acidente na dispersão, quando a última alegoria imprensou três pessoas, deixando um funcionário com fratura grave.


Ao todo, apenas a campeã sobe para o Grupo Especial, enquanto duas agremiações serão rebaixadas para a Série Prata, que desfila na Intendente Magalhães. Na sexta-feira (13), abriram a disputa escolas como Unidos de Padre Miguel, União da Ilha do Governador e Inocentes de Belford Roxo.


Arte e cor na abertura


A Botafogo Samba Clube iniciou a noite apostando em leveza e cores com o enredo “O Brasil que floresce em arte”, homenagem a Roberto Burle Marx. Fugindo do tradicional preto e branco, a escola apresentou fantasias delicadas, alas criativas e um conjunto visual elogiado.


Religiosidade e resistência


A Em Cima da Hora trouxe “Salve todas as Marias – laroyê, Pombagiras!”, destacando entidades associadas à liberdade e resistência. Alegorias grandiosas e críticas à intolerância religiosa marcaram o desfile, que precisou acelerar para cumprir o tempo regulamentar.


Circo e memória no Arranco


O Arranco do Engenho de Dentro emocionou ao contar a história do palhaço Xamego, personagem de Maria Eliza Alves dos Reis. Com clima circense e fantasias vibrantes, a escola celebrou a superação feminina em um período de forte preconceito.


Literatura na Avenida


A Império Serrano exaltou a escritora Conceição Evaristo. Tons terrosos e dourados embalaram a narrativa sobre as “escrevivências”. A autora desfilou no abre-alas e interagiu com o público, classificando a apresentação como uma “aula pública”.


Samba e umbanda no Estácio


A Estácio de Sá levou para a Avenida a trajetória de Tatá Tancredo, figura histórica do samba e da umbanda. Com forte impacto visual e um dos sambas mais elogiados do ano, a escola concluiu o desfile dentro do tempo, apesar da correria final.


Luxo interrompido por acidente


A União de Maricá apresentava o enredo “Berenguendéns e balangandãs”, com alegorias luxuosas inspiradas em joias-amuletos da cultura afro-brasileira. No entanto, na dispersão, a última alegoria imprensou três pessoas. O desfile, que já enfrentava dificuldades na evolução, terminou sob clima de apreensão.


Temas sociais e funk fecham a noite


A Porto da Pedra abordou a vida de profissionais do sexo em “Das mais antigas da vida, o doce e amargo beijo da noite”, equilibrando crítica social e estética sofisticada.


Encerrando os desfiles, a Unidos da Ponte celebrou o funk carioca com “Tamborzão – O Rio é baile! O poder é black!”, levando para a Avenida DJs, referências à cultura da laje e às raízes periféricas do Rio.


Com enredos que passearam pela arte, religiosidade, literatura, questões sociais e cultura urbana, a Série Ouro encerra seus desfiles sob expectativa pela apuração, que definirá quem ocupará a vaga no Grupo Especial e quem seguirá para a Série Prata em 2027.

Foto Reprodução


 
 
 
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