Tapa-buracos entre a Curva da Pedra e o DPO expõe manutenção paliativa no início de 2026 em Barra Mansa
- Marcus Modesto
- 6 de jan.
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O início de 2026 em Barra Mansa foi marcado por mais uma operação de tapa-buracos nos bairros Vila Nova e Vista Alegre, ação que, embora necessária, volta a evidenciar a política de manutenção paliativa adotada pelo município. Na manhã desta terça-feira (06), equipes da Secretaria de Manutenção Urbana atuaram em trechos que começam próximo à Curva da Pedra, passam pela Rua José Melchiades e seguem até o Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO), no bairro Vila Nova, além de áreas da Água Comprida.
A Prefeitura apresenta o serviço como melhoria na mobilidade urbana e na segurança de motoristas e pedestres. No entanto, para quem utiliza diariamente essas vias, o tapa-buracos já se tornou um roteiro previsível: o asfalto é remendado, mas o problema estrutural permanece. Em pouco tempo, os buracos reaparecem, reforçando a sensação de que falta planejamento para intervenções mais duradouras, como o recapeamento completo.
O secretário de Manutenção Urbana, Fanuel Fernando, afirmou que a gestão segue as diretrizes do prefeito Luiz Furlani e iniciou o ano empenhada em qualificar as vias da cidade. O discurso institucional, porém, não responde a uma questão central levantada por moradores: por que áreas de intenso fluxo entre bairros seguem recebendo apenas ações emergenciais, ano após ano?
Moradores reconhecem que o serviço traz alívio momentâneo. A região é uma importante ligação entre Vista Alegre e Vila Nova, com tráfego constante de carros e motos. Ainda assim, a crítica é recorrente: restaurar trechos pontuais não resolve o desgaste crônico do pavimento, causado pelo alto volume de veículos e pela falta de obras estruturais.
Enquanto a Prefeitura orienta a população a solicitar serviços pelo telefone da secretaria, cresce a cobrança por transparência e planejamento. O tapa-buracos pode melhorar o ir e vir por alguns meses, mas segue distante de uma solução definitiva para vias que, no papel, são tratadas como prioridade, mas na prática continuam presas ao improviso.
Foto Divulgação




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