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Tensão externa impulsiona dólar e pressiona bolsa em pregão reduzido

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 19 de fev.
  • 1 min de leitura

O pregão desta quarta-feira (18), encurtado em razão da Quarta-Feira de Cinzas, terminou sob influência direta do cenário internacional. O dólar voltou a ganhar força e se aproximou de R$ 5,25, enquanto a bolsa brasileira acumulou a terceira queda consecutiva.


A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,24, com alta de 0,21%. O dia começou em movimento oposto: nos primeiros minutos de negociação, o dólar chegou a recuar para R$ 5,20. No entanto, a deterioração do ambiente externo inverteu a tendência. No pico do dia, por volta das 15h50, a cotação encostou em R$ 5,25.


Na renda variável, o B3 registrou mais um dia de ajuste. O Ibovespa encerrou aos 186.016 pontos, com recuo de 0,24%. O desempenho foi impactado principalmente pelas ações de mineradoras, afetadas pela recente queda no preço do minério de ferro no mercado internacional.


Sem novidades relevantes no campo econômico doméstico, os investidores reagiram às tensões geopolíticas e aos sinais vindos dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump voltou a elevar o tom contra o Irã, enquanto a Casa Branca mencionou que existem “vários argumentos” para um eventual ataque ao país do Oriente Médio.


Ao mesmo tempo, a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve reforçou a percepção de que o mercado de trabalho americano segue mais aquecido do que o previsto. Esse cenário reduz as expectativas de cortes imediatos na taxa de juros da maior economia do mundo, o que fortalece o dólar globalmente e aumenta a pressão sobre moedas de países emergentes, como o real.


O resultado foi um dia marcado por cautela, volatilidade e busca por proteção em ativos considerados mais seguros.

Foto Valter Campanato


 
 
 

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