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Terapia Hormonal oferecida pelo IEDE ajuda mulheres a atravessar a menopausa com mais qualidade de vida

Foto do escritor: Marcus Modesto
Marcus Modesto
25 de ago. de 2025
2 min de leitura

O fim do ciclo reprodutivo feminino traz mudanças fisiológicas que podem impactar diretamente a saúde e o bem-estar das mulheres. Ondas de calor intensas, suores noturnos, insônia, cansaço excessivo e alterações de humor estão entre os sintomas mais comuns da chamada síndrome climatérica, que marca a transição para a menopausa. Para reduzir esses efeitos, o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), unidade da rede estadual de saúde, disponibiliza acompanhamento especializado e terapia hormonal.


De janeiro a julho de 2025, o ambulatório de Endocrinologia Feminina da unidade já realizou 805 atendimentos – número superior ao mesmo período de 2024, quando 768 pacientes buscaram tratamento. O serviço atende mulheres encaminhadas pela regulação e também pacientes internas do instituto.


Para iniciar a hormonioterapia, é necessário que a paciente apresente sintomas da síndrome climatérica, tenha menos de 60 anos e esteja em até dez anos após a última menstruação. Antes da prescrição, médicos solicitam exames de sangue, de imagem e avaliam o histórico familiar para descartar contraindicações, como doenças cardíacas, hepáticas ou câncer. Os medicamentos, quando indicados, são fornecidos gratuitamente pela farmácia da unidade.


Segundo a endocrinologista Amanda Laudier, muitas mulheres não percebem que os sintomas começam anos antes da interrupção da menstruação.


“A perimenopausa pode se iniciar a partir dos 40 anos. É uma fase de transição em que já ocorrem várias mudanças hormonais, mas como a menstruação ainda acontece, muitas não associam os sinais à síndrome climatérica”, explicou.


A síndrome pode envolver, além dos fogachos, dores musculares, ganho de peso abdominal, perda de massa muscular, alterações de memória, elevação de glicose e colesterol, além de instabilidade emocional. Nesses casos, a reposição de estrogênio costuma apresentar os melhores resultados, afirma a endocrinologista e diretora do IEDE, Karen de Marca:


“Toda mulher com sintomas, desde que não tenha contraindicações, pode se beneficiar da terapia. É um recurso eficaz para reduzir o sofrimento e melhorar a qualidade de vida nessa etapa.”


A experiência da paciente Rosangela da Silva, de 51 anos, ilustra os efeitos positivos do tratamento.


“Comecei a sentir sintomas antes dos 40: calor excessivo, dores nos ossos, ganho de peso e alterações de humor. Desde que iniciei a reposição hormonal em maio, tudo desapareceu. Hoje me sinto muito mais feliz”, relatou.


Com acompanhamento adequado, especialistas reforçam que a menopausa não precisa ser sinônimo de desconforto, mas pode representar uma fase de vida mais saudável e equilibrada.



 
 
 

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