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“The Economist” coloca Bolsonaro sob o holofote, e o Brasil como teste de maturidade democrática

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 28 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ser o centro das atenções internacionais com a nova edição da revista britânica The Economist, que chega às bancas nesta quinta-feira (28). A publicação analisa de forma crítica o julgamento que terá início no próximo dia 2 de setembro, enquadrando o Brasil como um laboratório de democracia frente a ameaças populistas e autoritárias.


Na capa, Bolsonaro é retratado com o rosto pintado nas cores do Brasil e usando um chapéu que remete ao usado por apoiadores extremistas de Donald Trump durante a invasão do Capitólio em 2021, reforçando a comparação da revista entre os dois líderes. A publicação o descreve como “polarizador” e “Trump dos trópicos”, um alerta sobre a radicalização que ele representa tanto no país quanto no exterior.


O artigo argumenta que o julgamento de Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, pode se tornar uma “lição de democracia” para os Estados Unidos, que, segundo a revista, caminham para um cenário de protecionismo, corrupção e autoritarismo. A tentativa de golpe do ex-presidente é descrita como fracassada “por incompetência, e não por intenção”, mas a análise indica que aliados de Bolsonaro enfrentarão condenações pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


O Brasil como exemplo de resistência democrática


A reportagem destaca que o país se tornou um “caso de teste” para a recuperação de regimes democráticos diante de líderes populistas, traçando paralelos com crises políticas nos Estados Unidos, Reino Unido e Polônia. Para The Economist, o Brasil mostra que é possível enfrentar ameaças autoritárias sem romper as instituições e sem sucumbir ao caos populista.


A publicação também critica a influência externa, citando as ações de Donald Trump em favor de Bolsonaro — incluindo tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes — como tentativas que provavelmente “sairão pela culatra”. Segundo a revista, a política brasileira se diferencia pela presença de uma classe política disposta a seguir regras e implementar reformas, contrastando com o cenário turbulento observado nos Estados Unidos.


“O papel do adulto democrático do hemisfério ocidental se deslocou para o sul”, conclui The Economist, reconhecendo no Brasil um exemplo de maturidade política que, ao menos por enquanto, desafia o populismo e reafirma o valor das instituições democráticas.



 
 
 

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