Toffoli reage a questionamentos e afirma que não há razão para deixar relatoria do caso Master
- Marcus Modesto
- 12 de fev.
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O ministro Dias Toffoli comunicou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que não vê qualquer fundamento jurídico para se afastar da relatoria do chamado caso Master. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (12) pela jornalista Camila Bomfim, do g1.
A manifestação foi encaminhada após o nome do ministro aparecer em diálogos extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, no contexto de investigação conduzida pela Polícia Federal. No documento enviado à Presidência da Corte, Toffoli sustenta que não há impedimento nem suspeição que comprometa sua atuação no processo.
Relatório da PF é apresentado a ministros
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, entregou na quarta-feira (11) ao presidente do STF um relatório contendo menções ao ministro. Apesar das referências, a corporação não pediu formalmente o afastamento de Toffoli do caso.
Diante da repercussão, Fachin convocou uma reunião com os demais ministros para apresentar o conteúdo do relatório e discutir a manifestação do colega sobre sua permanência na relatoria. O encontro ocorre em meio a pressões e debates nos bastidores da Corte.
Empresa familiar entra no centro da discussão
Os questionamentos ganharam força após a revelação de possíveis conexões empresariais envolvendo o nome do ministro. O foco recai sobre a Maridt Participações, empresa da qual Toffoli é sócio.
Segundo o ministro, trata-se de uma companhia familiar administrada por seus irmãos, e ele não exerce função de gestão. Embora seu nome não aparecesse inicialmente em registros públicos, Toffoli confirmou nesta quinta-feira que integra o quadro societário, esclarecendo que a empresa é uma sociedade anônima de capital fechado — modelo que não exige a divulgação pública de todos os acionistas.
A Maridt manteve operações com um fundo administrado pela Reag Investimentos, gestora vinculada ao Banco Master. Entre os ativos relacionados está o resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A empresa ligada à família do ministro figurou como uma das proprietárias do empreendimento até fevereiro do ano passado.
O episódio amplia o debate sobre transparência e eventuais conflitos de interesse no julgamento de casos de grande repercussão no Supremo.




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