Toffoli se declara suspeito e STF avança em julgamento sobre prisão ligada ao Caso Master
- Marcus Modesto
- 22 de abr.
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O julgamento no Supremo Tribunal Federal que analisa a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, ganhou um novo desdobramento com a decisão do ministro Dias Toffoli de se declarar suspeito para atuar no caso.
A análise ocorre em plenário virtual e, até o momento, apresenta placar de 2 a 0 pela manutenção da prisão preventiva. O relator, André Mendonça, foi acompanhado pelo ministro Luiz Fux.
Suspeição por motivo pessoal
Toffoli já havia sinalizado anteriormente que não participaria de processos relacionados ao chamado Caso Master. A justificativa, segundo o próprio ministro, envolve “questões de foro íntimo”, sem detalhamento público. A decisão vale para todas as ações vinculadas ao inquérito, incluindo desdobramentos atuais e futuros.
Em fevereiro, o magistrado deixou a relatoria do processo, que foi redistribuído a Mendonça, integrante da Segunda Turma da Corte.
Fundamentação do relator
Ao votar pela manutenção da prisão, Mendonça destacou a complexidade do esquema investigado e apontou riscos na eventual substituição da prisão por medidas alternativas.
Segundo o ministro, há indícios de articulação sofisticada entre os investigados, com possível influência sobre documentos, pessoas e movimentações financeiras. Para ele, medidas como uso de tornozeleira eletrônica ou restrição de contato não seriam suficientes para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
O voto também inclui a manutenção da prisão do advogado Daniel Monteiro, apontado como participante das negociações ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro.
Caso envolve suspeitas de esquema financeiro
O chamado Caso Master investiga um suposto esquema de operações financeiras complexas, com indícios de lavagem de dinheiro e atuação coordenada entre os envolvidos.
A decisão de Toffoli de se afastar já havia ocorrido em outro momento do mesmo inquérito, quando o STF analisou questões relacionadas ao próprio Vorcaro.
Julgamento segue em andamento
Com a suspeição formalizada, Toffoli não participa da votação, que continua no plenário virtual. Ainda faltam os votos dos demais ministros, e o resultado final dependerá da formação de maioria na Corte.
O caso reforça o peso das investigações em curso no STF e a atenção sobre operações envolvendo instituições financeiras públicas e privadas.




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