Travessias ferroviárias expõem erros do passado e reacendem cobrança por soluções em Barra Mansa
- Marcus Modesto
- 28 de abr.
- 2 min de leitura
A passagem do ministro dos Transportes, George Santoro, por Barra Mansa na última sexta-feira (24) trouxe à tona um problema antigo, mas longe de ser resolvido: a precariedade das travessias ferroviárias que cortam o município e afetam diretamente a rotina da população.
Durante a visita, lideranças do setor produtivo se mobilizaram para formalizar a insatisfação. A presidente da Aciap, Fernanda Moysés, o presidente do Sicomércio-BM, Thyago Machado, e o representante da CDL, José dos Reis de Oliveira, entregaram um ofício solicitando intervenção urgente nos pontos mais críticos da cidade. O documento aponta riscos constantes, prejuízos ao comércio e um cenário de insegurança que já se arrasta há anos.
No entanto, a discussão não pode se limitar ao presente sem revisitar decisões do passado. O projeto original de mobilidade urbana previa a construção de uma passagem subterrânea, considerada uma solução eficiente para eliminar os conflitos entre veículos e a linha férrea. Essa alternativa, porém, foi retirada do plano durante a gestão do ex-prefeito Roosevelt Brasil.
A exclusão dessa obra mudou completamente o rumo da mobilidade local. Sem a passagem subterrânea, Barra Mansa continuou dependente de travessias em nível, vulneráveis a acidentes, congestionamentos e interrupções constantes. O que poderia representar avanço estrutural acabou se tornando um gargalo permanente.
A iniciativa das entidades empresariais é importante e reforça a pressão por soluções. Mas também escancara uma questão incômoda: até que ponto decisões políticas anteriores contribuíram para agravar o problema atual? E por que alternativas mais seguras foram deixadas de lado?
A visita ministerial pode sinalizar novos investimentos, mas o desafio vai além de recursos. Trata-se de corrigir rumos, reconhecer equívocos e, principalmente, evitar que escolhas políticas continuem comprometendo o desenvolvimento e a segurança da cidade.




Comentários