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Trump, Bolsonaro e o fracasso da mobilização bolsonarista nas redes

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 10 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

A recente carta enviada por Donald Trump ao governo brasileiro, em defesa de Jair Bolsonaro, parece ter surtido menos efeito do que os aliados da extrema direita esperavam. Embora a mobilização bolsonarista tenha tentado dominar o debate, os números mostram uma reação morna. A adesão às narrativas lançadas pelos seguidores de Bolsonaro variou entre apenas 12% e 28%, dependendo da plataforma e da estratégia utilizada. Em outras palavras, a tentativa de cooptar o episódio para fortalecer o discurso de perseguição política não teve a força retórica desejada.


O argumento central — a ideia de que uma suposta “punição coletiva” estaria em curso contra Bolsonaro e seus apoiadores — caiu no vazio. Longe de provocar indignação nacional, a carta reacendeu críticas ao próprio Donald Trump, ao bolsonarismo e à lógica subserviente que certos setores da política brasileira adotam diante de figuras estrangeiras.


Nas últimas horas, o centro do debate digital se deslocou. Entre 62% e 78% das menções em redes sociais passaram a destacar o absurdo de um ex-presidente estrangeiro se intrometer em questões jurídicas internas do Brasil. A carta foi lida por muitos como um insulto à soberania nacional, um ato de intromissão inaceitável. As críticas à extrema direita cresceram, assim como a percepção de que os bolsonaristas, mais uma vez, adotam um discurso de “vira-lata” ao recorrer a figuras internacionais para defender seus interesses pessoais e políticos.


No fundo, Trump parece ter se tornado mais um símbolo de um projeto que aposta na desinformação, na vitimização e no confronto com as instituições democráticas — tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Mas, ao contrário do que esperavam seus aliados tropicais, a carta não produziu uma onda de apoio. O que ela conseguiu, ao fim, foi reforçar o desgaste de dois líderes que seguem atolados em investigações e que dependem cada vez mais da retórica do “nós contra eles” para manter suas bases minimamente mobilizadas.



 
 
 

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