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Trump no comando: segundo mandato expõe face mais autoritária e escândalos abalam governo

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 28 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

A entrevista recente de Donald Trump à revista The Atlantic escancarou o que muitos analistas já apontavam: em seu segundo mandato, o ex-presidente dos Estados Unidos governa com menos freios e muito mais disposição para confrontar instituições e normas históricas. Em tom de autoconfiança, Trump declarou estar “se divertindo muito” e afirmou controlar “não apenas o país, mas o mundo”, num discurso que evidencia o aprofundamento de seu estilo personalista e centralizador.


A nova gestão, segundo a revista, é marcada por decisões explosivas — entre elas, a perseguição a programas de diversidade no setor público, o perdão em massa de envolvidos no ataque ao Capitólio e a assinatura desenfreada de decretos, em um ritmo que atropela os tradicionais mecanismos de equilíbrio e fiscalização. Para críticos, Trump conduz o país com uma pauta de revanche política e desmonte institucional, com impactos já sentidos até entre aliados históricos como a OTAN e a Ucrânia.


O governo também foi atingido por um dos primeiros grandes escândalos do novo mandato: o vazamento de planos secretos para ataques no Iêmen, exposto de maneira quase cômica — e alarmante — quando o editor-chefe da Atlantic foi acidentalmente incluído em um grupo de mensagens de alto escalão. Mais do que um erro de segurança, o episódio revela um ambiente de informalidade e desorganização no núcleo do poder.


Trump também conseguiu domar antigos adversários do setor de tecnologia, como Mark Zuckerberg e Jeff Bezos, consolidando ainda mais sua influência nos bastidores econômicos e midiáticos. O que poderia ser interpretado como pragmatismo empresarial levanta, na verdade, preocupações sobre o enfraquecimento de resistências críticas necessárias em uma democracia saudável.


Outro episódio simbólico desse novo capítulo trumpista foi a reaproximação com Kevin McCarthy, então líder republicano, após o ataque ao Capitólio. O reencontro, supostamente vazado de propósito por Trump, mostrou como o ex-presidente molda narrativas a seu favor mesmo entre antigos desafetos — apenas para, meses depois, ver McCarthy ser derrubado pela própria ala trumpista no Congresso.


Ao proclamar que “nós só estamos começando” após a vitória eleitoral, Trump deixa claro que sua missão vai além de governar: é também reescrever as regras políticas americanas em torno da sua figura. Para críticos e defensores da democracia institucional, o segundo mandato de Trump não é apenas uma continuação — é a radicalização de um projeto de poder pessoal.


 
 
 

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