Trump reage a retaliações da China e eleva tom da guerra comercial
- Marcus Modesto
- 4 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu nesta sexta-feira (4) às retaliações da China, após a imposição de tarifas por parte de Washington sobre produtos chineses. A informação é do colunista Jamil Chade, do UOL.
Em resposta, Pequim anunciou tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos norte-americanos, acirrando ainda mais a tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Pelas redes sociais, Trump disparou:
“A China agiu mal, entrou em pânico. É a única coisa que eles não podem se dar ao luxo de fazer.”
O governo americano acusa os chineses de serem os principais responsáveis pelo déficit comercial dos Estados Unidos. Com isso, setores como o agrícola temem um agravamento das dificuldades em busca de um equilíbrio nas trocas comerciais.
Durante a semana, a Casa Branca já havia sinalizado que qualquer país que retaliasse as medidas americanas enfrentaria uma resposta ainda mais dura. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, foi enfático:
“Meu conselho para todos os países neste momento é: não retaliem. Sentem-se, absorvam a situação e vejamos como ela se desenrola. Porque se você retaliar, haverá uma escalada. Se você não retaliar, esse é o ponto alto.”
A fala foi interpretada por parceiros comerciais como um claro sinal de que uma guerra comercial pode se concretizar. O governo Trump, por sua vez, aposta que essa postura firme levará outros países a buscar negociações com os EUA.
No entanto, diplomatas internacionais alertam: antes de sentar à mesa de negociações, alguns países podem optar por retaliar como estratégia para garantir condições mais equitativas.
O cenário preocupa instituições globais. Na quinta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) emitiu um alerta, classificando as tarifas como uma ameaça à economia mundial.
A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, defendeu o diálogo como alternativa para conter a escalada:
“Ainda estamos avaliando as implicações macroeconômicas das medidas tarifárias anunciadas, mas elas claramente representam um risco significativo para as perspectivas globais em um momento de crescimento lento.”
Ela concluiu com um apelo:
“É importante evitar medidas que possam prejudicar ainda mais a economia mundial. Apelamos aos Estados Unidos e seus parceiros comerciais para que trabalhem construtivamente para resolver as tensões comerciais e reduzir a incerteza.”




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