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Turista vindo de Uganda é isolado no Rio após sintomas virais; exames apontam malária e afastam suspeita imediata de ebola

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 31 de mai.
  • 2 min de leitura

As autoridades de saúde do Rio de Janeiro acompanham o caso de um turista belga que chegou ao estado após passar por Uganda, país africano que enfrenta surtos de ebola em algumas regiões. O paciente apresentou sintomas virais e foi submetido aos protocolos de segurança adotados para doenças infecciosas de alto risco.


Inicialmente atendido pela rede de saúde, o viajante apresentou resultado positivo para malária. Apesar disso, devido ao histórico recente de permanência em uma área com circulação do vírus ebola, o caso passou a ser monitorado pela Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde e pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).


Segundo as autoridades, o quadro clínico é considerado leve e não reúne todos os critérios necessários para caracterizar um caso suspeito de ebola. Entre os sintomas relatados estão tosse, calafrios e diarreia. O paciente não apresentou febre nem dor de cabeça intensa, manifestações frequentemente associadas à doença.


Mesmo sem a confirmação da suspeita, a Secretaria Estadual de Saúde informou que os protocolos de segurança foram acionados imediatamente. O turista foi transportado em ambulância especializada e permanece em isolamento no INI/Fiocruz até a conclusão dos exames laboratoriais.


Paralelamente, equipes da Vigilância Epidemiológica realizam o acompanhamento de pessoas que tiveram contato com o viajante. Os contactantes foram orientados a informar rapidamente qualquer sintoma compatível com infecções virais, como febre alta, dores musculares ou dor de cabeça intensa.


A Fiocruz ressaltou que possui estrutura preparada para o atendimento e diagnóstico de possíveis casos de ebola no Brasil. A instituição é referência nacional para o tema junto ao Ministério da Saúde.


O vírus ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas que estejam apresentando sintomas. Entre os principais sinais da doença estão febre alta, fadiga, dores musculares, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.


Até o momento, não há registros de transmissão autóctone de ebola na América do Sul. A investigação segue em andamento enquanto as autoridades aguardam os resultados definitivos dos exames.



 
 
 

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