Turistas denunciam cobrança ilegal e ameaças em acesso à Praia Brava, em Trindade
- Marcus Modesto
- 17 de jan.
- 2 min de leitura
Um relato grave envolvendo intimidação, cobrança irregular e ameaça contra turistas acende um alerta sobre o que vem ocorrendo no acesso à Praia Brava, em Trindade, distrito de Paraty. Segundo denúncia encaminhada à reportagem, visitantes estariam sendo coagidos a pagar valores em dinheiro para acessar a trilha que leva à praia, sob ameaças e comportamento agressivo.
De acordo com o denunciante, que esteve no local acompanhado da esposa e de duas filhas menores, a família foi abordada logo na chegada por um homem que exigiu o pagamento de R$ 60 para permitir a entrada na trilha. Ainda segundo o relato, o indivíduo se mostrou extremamente violento e mal-educado, chegando a ameaçar quebrar o vidro do veículo caso o valor não fosse pago.
A situação teria causado pânico nas crianças, que ficaram visivelmente abaladas com a agressividade da abordagem. “Minhas filhas ficaram traumatizadas ao presenciar tamanha violência”, relata o pai.
Já na Praia Brava, a família encontrou quatro turistas francesas que afirmaram ter passado pela mesma situação. Mesmo sem estarem de carro, elas teriam sido obrigadas a pagar R$ 50 cada uma para acessar a trilha. O caso reforça a suspeita de que a cobrança não se limita a veículos, mas atinge qualquer visitante.
Ainda segundo o relato, o homem teria debochado da situação ao afirmar que estaria arrecadando cerca de R$ 1.000 por dia com a cobrança aos turistas, demonstrando total sensação de impunidade.
A denúncia levanta questionamentos sérios sobre a legalidade da cobrança, o uso de intimidação para restringir o acesso a uma praia — que, por lei, é um bem público — e a ausência de fiscalização do poder público. Até o momento, não há informações sobre autorização oficial para a cobrança nem sobre a atuação de órgãos municipais ou estaduais no local.
Moradores, comerciantes e a própria comunidade de Trindade precisam ser ouvidos, assim como a Prefeitura de Paraty, o Ministério Público e os órgãos ambientais e de segurança. O episódio expõe um cenário preocupante, que afeta diretamente o turismo, a imagem da região e, principalmente, a segurança de famílias e visitantes.
Diante da gravidade dos relatos, o caso exige apuração imediata e providências urgentes para impedir abusos, garantir o livre acesso às praias e evitar que práticas ilegais se consolidem à sombra da omissão do poder público.




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