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Vaticano rejeita integrar Conselho da Paz proposto por Trump para Gaza

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 18 de fev.
  • 2 min de leitura

O Vaticano anunciou nesta quarta-feira (18) que não fará parte do chamado Conselho da Paz, iniciativa apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A proposta prevê a criação de um organismo internacional para supervisionar a governança temporária da Faixa de Gaza e, posteriormente, atuar na mediação de conflitos globais.


A confirmação foi feita pelo secretário de Estado da Santa Sé, o cardeal Pietro Parolin. Segundo ele, a natureza do conselho não se enquadra na forma tradicional de atuação diplomática da Santa Sé.


“A Santa Sé não participará do Conselho da Paz devido à sua natureza particular”, declarou o cardeal, ressaltando que o modelo apresentado difere das estruturas multilaterais convencionais.


Defesa do papel da ONU


O Vaticano reiterou que considera a Organização das Nações Unidas o foro legítimo para a condução de crises internacionais. Para Parolin, é fundamental que a gestão de conflitos permaneça sob responsabilidade de organismos multilaterais reconhecidos globalmente.


A primeira reunião do conselho está prevista para quinta-feira (19), em Washington. Inicialmente focada na reconstrução e administração temporária de Gaza após o cessar-fogo firmado em outubro, a proposta teve seu escopo ampliado pelo governo norte-americano para incluir outras disputas internacionais.


Resistência internacional


A iniciativa enfrenta adesão limitada. Países europeus, como a Itália, e representantes da União Europeia indicaram que devem participar apenas como observadores. Especialistas em direitos humanos também criticam o formato do conselho, apontando preocupações quanto à ausência de representantes palestinos e ao risco de enfraquecimento do papel da ONU.


Contexto do conflito


O cessar-fogo em Gaza permanece instável. Desde outubro, novos episódios de violência têm sido registrados. A ofensiva israelense já provocou dezenas de milhares de mortes e deslocamento em massa da população palestina, segundo agências internacionais. Israel afirma agir em resposta ao ataque liderado pelo Hamas no fim de 2023.


Ao recusar o convite, o Vaticano reforça sua tradição diplomática de priorizar soluções multilaterais e amplia o debate sobre a legitimidade e a eficácia do Conselho da Paz proposto por Washington.

Foto Divulgação


 
 
 

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