Vereador Klevis fecha farmácia durante protesto de professores e desinforma sobre realidade jurídica da educação em Barra Mansa
- Marcus Modesto
- 13 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Durante a manhã desta quinta-feira (12), profissionais da educação em greve realizaram uma manifestação no bairro Vista Alegre, em Barra Mansa, reivindicando valorização da categoria e melhores condições de trabalho. A passeata percorreu diversas escolas da região e terminou em frente à farmácia do vereador Klevis, que recentemente votou contra os interesses dos educadores na Câmara Municipal.
Ao notar a chegada do grupo, o próprio vereador ordenou o fechamento imediato do estabelecimento, numa atitude que chamou a atenção de moradores e manifestantes. O gesto foi interpretado como uma tentativa clara de evitar o diálogo e de se esconder diante da pressão legítima da sociedade. Para os professores, a ação simboliza o afastamento de um representante que deveria estar ao lado da população. “Ele se esconde quando precisa ouvir a voz dos educadores. Quem se cala diante da nossa luta não está do lado da educação”, declarou uma professora durante o protesto.
Mas o episódio do fechamento da farmácia não foi o único sinal de despreparo por parte do vereador Klevis. Ao ser questionado por um eleitor — pai de uma aluna da rede pública — sobre a situação da educação municipal, o parlamentar respondeu com uma explicação juridicamente equivocada, tentando minimizar as denúncias e críticas feitas pelos servidores públicos.
A fala do vereador ignora completamente a realidade enfrentada por profissionais da rede municipal. Centenas de processos tramitam atualmente contra o CNPJ da Prefeitura de Barra Mansa no sistema do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Essas ações judiciais são movidas, em sua maioria, por servidores que tiveram direitos negados, além de fornecedores e cidadãos prejudicados por irregularidades da gestão pública.
É inadmissível que um vereador, eleito para fiscalizar e legislar, cometa erros grosseiros ao tratar de temas tão sensíveis e relevantes. Klevis, ao que tudo indica, não domina o ordenamento jurídico que rege o serviço público municipal e ainda desinforma a população ao tentar defender o indefensável. Se falta preparo técnico, falta ainda mais compromisso político com a verdade e com a escuta.
A postura do vereador, tanto ao fechar a farmácia durante um protesto pacífico quanto ao propagar informações equivocadas, demonstra falta de empatia, de responsabilidade institucional e de respeito ao eleitorado. Em tempos de crise na educação e de judicialização crescente na administração municipal, esconder-se e distorcer os fatos não é apenas covardia — é negligência com a função pública.
A greve dos profissionais da educação continua sem acordo até o momento. Já o silêncio e a omissão do vereador Klevis continuam a ecoar como resposta àqueles que ele jurou representar.




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