Vereadora de Teresina é Presa em Operação da PF Contra Influência de Facções no Processo Eleitoral
- Marcus Modesto
- 3 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
A vereadora Tatiana Medeiros (PSB), de Teresina (PI), foi presa na manhã desta quinta-feira (3) durante a segunda fase da Operação Escudo Eleitoral, conduzida pela Polícia Federal. A ação tem como objetivo combater a interferência de facções criminosas nas eleições municipais de 2024.
A investigação aponta indícios de que a campanha eleitoral da parlamentar foi financiada com dinheiro oriundo do crime organizado, além de desvios de recursos públicos por meio de uma organização não governamental (ONG).
Mandados e Ações Policiais
A operação cumpriu oito mandados judiciais, incluindo:
• Dois de prisão preventiva
• Três de busca e apreensão
• Três de afastamento de funções públicas (na Câmara Municipal de Teresina, na Assembleia Legislativa do Piauí e na Secretaria Estadual de Saúde)
As ordens foram expedidas pelo 1º Juízo de Garantias da Justiça Eleitoral do Piauí e estão sendo cumpridas em Teresina e Timon (MA).
Tatiana Medeiros foi detida em um condomínio na Zona Leste de Teresina. Além dela, outra pessoa com mandado de prisão em aberto foi presa durante a operação.
Investigação e Antecedentes
A apuração teve início após o resultado das eleições de 2024 e revelou uma possível ligação entre a vereadora e um dos líderes de uma facção criminosa com forte atuação no estado.
A PF também investiga a ONG “Vamos Juntos”, fundada por Tatiana, por suposta lavagem de dinheiro e uso de recursos ilícitos na campanha eleitoral. Em dezembro de 2024, a instituição já havia sido alvo de buscas, quando os agentes apreenderam R$ 100 mil em espécie em sua sede e em outro local.
Além das prisões, a Justiça Eleitoral determinou:
• Suspensão das atividades da ONG e bloqueio de novos repasses financeiros
• Proibição dos investigados afastados de frequentarem seus locais de trabalho ou manterem contato com outros servidores
A Polícia Federal segue com as investigações para aprofundar as conexões entre agentes públicos e o crime organizado no estado.




Comentários