Violência em Barra Mansa: Promessas e Realidade
- Marcus Modesto
- 17 de jan. de 2025
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Opinião:
Marcus Modesto
O recente tiroteio no Centro de Barra Mansa, que deixou três mortos e três feridos, é mais um capítulo alarmante da escalada da violência na região do Médio Paraíba. O ataque, classificado como ato de terrorismo pelo comandante do 28º BPM, expõe a fragilidade da segurança pública e a força do crime organizado, que age com audácia crescente, transformando ruas movimentadas em cenários de guerra.
Diante desse quadro, autoridades locais e estaduais voltam a prometer reforço no policiamento, ocupação de áreas dominadas pelo tráfico e até a criação de um batalhão exclusivo para a cidade. Medidas como essas, embora necessárias, soam repetitivas e paliativas, pois não atacam a raiz do problema: a falta de uma política de segurança de longo prazo, associada a investimentos sociais capazes de reduzir a influência do crime nas comunidades.
A militarização da segurança, sozinha, não é suficiente para conter a criminalidade. O tráfico de drogas, que domina territórios e desafia o Estado, se alimenta da ausência de oportunidades e da falência de políticas públicas eficazes. Enquanto o poder público insiste em tratar a crise da segurança apenas com mais policiamento, o crime segue recrutando jovens, expandindo seu domínio e desafiando o próprio Estado.
O anúncio de um aumento no efetivo da PM e a destinação de emendas parlamentares para a melhoria da infraestrutura policial são medidas bem-vindas, mas insuficientes se não forem acompanhadas de ações concretas de prevenção, inteligência e inclusão social. O ciclo de promessas e respostas emergenciais se repete há anos, sem que a violência diminua. Até quando?
Se Barra Mansa quer realmente virar essa página, é preciso ir além da repressão. Somente um esforço conjunto que envolva segurança, educação, emprego e assistência social poderá devolver a tranquilidade à população e impedir que novos episódios como esse voltem a acontecer.




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