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Violência explode em Barra Mansa e escancara falência da segurança pública

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 23 de jun. de 2025
  • 1 min de leitura

A escalada da violência em Barra Mansa atingiu um novo patamar alarmante. Na madrugada desta segunda-feira (23), um duplo homicídio no distrito de Amparo chocou moradores e escancarou, mais uma vez, o abismo entre o discurso oficial e a realidade nas ruas.


Por volta de 1h40, a Polícia Militar foi acionada para a Rua João Delgado Soares, onde encontrou duas vítimas executadas com brutalidade. Dentro de uma casa, Armando Nonato de Assis, morto com dois tiros no rosto. Na calçada, Danilo de Moura da Silva, alvejado com diversos disparos. A cena, descrita por testemunhas como “de guerra”, reforça o clima de insegurança que se espalha pelo município.


Somando-se ao caso, um outro homicídio havia sido registrado apenas dois dias antes, no sábado (21), no bairro Roberto Silveira, região central da cidade. Um jovem de 26 anos foi morto a tiros, elevando para três o número de assassinatos em apenas 48 horas.


Os dados não são apenas estatísticas: refletem o colapso da segurança pública local e o medo crescente da população, que se vê refém da violência e da impunidade. Em vez de ações efetivas, o que se percebe é a inércia do poder público e o silêncio das autoridades municipais diante de uma realidade que já ultrapassou todos os limites aceitáveis.


Barra Mansa, que por décadas foi referência em tranquilidade no Sul Fluminense, hoje vive sob a sombra do crime, da falta de policiamento e da ausência de políticas públicas consistentes de prevenção. A quem interessa esse abandono? Até quando vidas serão perdidas antes que se reconheça que há uma crise instalada — e que ela exige respostas urgentes?



 
 
 

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