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Violência armada avança no Rio e Sul Fluminense registra ao menos 18 vítimas em janeiro

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Enquanto a Região Metropolitana do Rio de Janeiro enfrenta uma escalada expressiva da violência armada, os dados de janeiro mostram que o Sul Fluminense também entrou no radar das estatísticas de tiros, mortes e feridos, ainda que em proporção menor. Levantamento com base em registros jornalísticos e ocorrências policiais aponta que, apenas no primeiro mês de 2026, a região contabilizou ao menos 18 vítimas de disparos de arma de fogo, entre mortos e feridos.


Na Região Metropolitana, entre 28 de outubro do ano passado e 28 de janeiro deste ano, 329 pessoas foram mortas a tiros, número 44,2% maior que o registrado no mesmo período anterior, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado. O aumento ocorre após a megaoperação realizada pelo governo do estado nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital, que mobilizou cerca de 2,5 mil policiais.


Já no Sul Fluminense, embora não haja, até o momento, um balanço consolidado oficial divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) para janeiro, os registros conhecidos revelam uma sequência de episódios violentos ao longo do mês.


No dia 1º de janeiro, quatro pessoas foram baleadas, sem registro de mortes. Em 7 de janeiro, três vítimas foram contabilizadas, em um caso que resultou em duplo homicídio e um ferido. No dia 12, dois corpos foram localizados em uma sequência de achados, dentro de um contexto de mortes investigadas pelas autoridades.


A violência voltou a se intensificar em 15 de janeiro, quando um ataque com uso de fuzil deixou seis vítimas, sendo três mortos e três feridos. No dia 24, um novo episódio resultou em uma morte e um ferido, e, em 27 de janeiro, um tiroteio deixou uma pessoa ferida.


Somados, os casos resultam em 18 vítimas de violência armada no Sul Fluminense em janeiro, incluindo mortes e feridos, o que contraria a percepção inicial de ausência de ocorrências graves na região no início do ano.


Especialistas em segurança pública alertam que o recrudescimento da violência na capital e na Baixada Fluminense pode gerar reflexos no interior do estado, com a migração de disputas entre grupos criminosos e a ampliação da circulação de armas de grosso calibre. Municípios como Volta Redonda, Barra Mansa, Resende e Angra dos Reis acompanham esse cenário com preocupação.


No âmbito estadual, quase metade das mortes registradas após a megaoperação na capital ocorreu em chacinas, muitas delas durante ações policiais. As investigações sobre essas operações seguem sob sigilo no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.


Diante dos números, cresce a cobrança por políticas de segurança mais eficazes e transparentes, que considerem não apenas os grandes centros urbanos, mas também regiões estratégicas do interior, como o Sul Fluminense, onde os sinais de alerta já começaram a aparecer.

Foto Tomaz Cruz


 
 
 

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