Volta Redonda inicia aplicação da vacina do Butantan contra a dengue em profissionais da Atenção Básica
- Marcus Modesto
- 26 de fev.
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A Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda começou nesta quinta-feira (26) a aplicar a nova vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em profissionais da rede municipal.
Nesta fase inicial, o município recebeu cerca de 500 doses. Seguindo orientação do Ministério da Saúde, a imunização é destinada aos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde.
De acordo com a diretora do Departamento de Atenção à Saúde, Milene Paula de Souza, a prioridade neste primeiro momento é proteger agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, com foco especial nos profissionais entre 50 e 59 anos.
Linha de frente protegida
Parte do público-alvo recebeu a dose na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do bairro Conforto. A agente comunitária Renata Marques, que atua na própria unidade, destacou a relevância da vacinação para quem está diariamente em contato direto com a população.
Segundo ela, os profissionais da Atenção Básica realizam visitas domiciliares e acompanham de perto possíveis focos do mosquito transmissor, o que aumenta a exposição ao risco. A imunização, além de proteger os trabalhadores, reforça a conscientização da comunidade sobre a importância da vacina.
A secretária municipal de Saúde, Márcia Cury, ressaltou que a estratégia representa não apenas proteção individual, mas também fortalecimento institucional e responsabilidade social dentro das ações integradas de enfrentamento à doença. A diretora da Vigilância em Saúde, Tainã Bomfim Silva Pereira Batista, reforçou que a medida contribui para garantir maior segurança na assistência prestada à população.
Público prioritário
O Ministério da Saúde definiu o público-alvo após reunião técnica com especialistas e recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI). A vacina brasileira é aplicada em dose única e oferece proteção contra os quatro sorotipos da dengue.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a imunização começa pelos profissionais que atuam diretamente nas comunidades, realizando visitas, identificando criadouros do mosquito e atendendo os primeiros casos suspeitos nas unidades de saúde.
Foto Secom




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