Vorcaro do Banco Master é transferido para presídio federal após nova fase de operação da Polícia Federal
- Marcus Modesto
- 6 de mar.
- 2 min de leitura
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, deixou na manhã desta sexta-feira (6) o presídio de Potim, no interior de São Paulo, para ser transferido ao sistema penitenciário federal. O destino do empresário é uma penitenciária de segurança máxima em Brasília.
A saída do banqueiro da unidade prisional ocorreu por volta das 11h30 e foi registrada por equipes da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo no Vale do Paraíba. Para garantir a movimentação do comboio, uma viatura descaracterizada chegou a interromper o trânsito na rua em frente ao presídio.
Quatro veículos participaram da escolta — dois da Polícia Penal e dois da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP). Vorcaro foi conduzido em uma das viaturas da secretaria.
Transferência determinada pela Justiça
A expectativa é que o banqueiro tenha sido levado inicialmente ao aeroporto de São José dos Campos, de onde deve embarcar em aeronave da Polícia Federal com destino à capital federal.
A transferência para um presídio federal foi autorizada por decisão do ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). No despacho, o magistrado considerou argumentos da Polícia Federal de que a permanência do investigado em uma unidade estadual poderia representar riscos à segurança pública.
Segundo os investigadores, Vorcaro possui forte capacidade de articulação e influência em diferentes setores do poder público e da iniciativa privada, o que justificaria a custódia em uma unidade de segurança máxima do sistema federal.
Investigação envolve fraudes bilionárias
O banqueiro foi preso novamente na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo operações ligadas ao Banco Master. De acordo com a PF, o grupo investigado teria atuado na venda de títulos de crédito falsos e em práticas como lavagem de dinheiro, corrupção, ameaças e invasão de sistemas eletrônicos.
Também foram alvos da operação o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, que permanece preso em Potim, além de outros investigados, entre eles Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, medida que busca interromper a movimentação de recursos associados ao esquema e preservar valores para eventual ressarcimento.
Defesa contesta acusações
Os advogados de Daniel Vorcaro afirmam que o empresário sempre colaborou com as autoridades e negam qualquer tentativa de interferência nas investigações.
Em nota, a defesa declarou que o banqueiro “sempre esteve à disposição das autoridades” e rejeitou as acusações atribuídas ao empresário. Os advogados também disseram confiar que o andamento do processo demonstrará a regularidade das atividades de Vorcaro e reiteraram confiança no funcionamento das instituições e no devido processo legal.
Foto Reprodução




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