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Zema intensifica críticas ao STF e cobra avanço de impeachment no Senado

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 24 de abr.
  • 2 min de leitura

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo-MG), voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal e afirmou esperar que o Senado avance na análise de pedidos de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes. Segundo ele, a Corte teria deixado de ser amplamente respeitada e passado a ocupar protagonismo em disputas políticas.


Zema declarou que já protocolou pedido de impeachment do magistrado e defendeu que o tema seja enfrentado pelos senadores. Ele também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não levar esse tipo de processo à pauta.


Críticas ao Congresso e ao Judiciário


Ao comentar a atuação do Legislativo, o pré-candidato afirmou que a tramitação de pedidos de impeachment depende de vontade política. Ele disse esperar que o Senado tenha disposição para analisar esse tipo de iniciativa e sugeriu que uma postura diferente na presidência da Casa poderia alterar o cenário.


As declarações ocorrem em meio a um contexto de críticas recorrentes ao STF, que, na avaliação de Zema, ampliou sua influência no ambiente político nacional.


Embate após pedido de investigação


A tensão entre o ex-governador e Gilmar Mendes se intensificou após o ministro solicitar ao também integrante do STF, Alexandre de Moraes, a inclusão de Zema no inquérito das fake news. O pedido teve como base vídeos divulgados pelo político na série “Os Intocáveis”.


Nos conteúdos, personagens representados por fantoches fazem críticas a ministros da Corte, como o próprio Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que analisa o procedimento sob sigilo.


Após esse movimento, parlamentares da oposição anunciaram a intenção de apresentar um pedido de impeachment contra o ministro.


Defesa de mudanças no sistema


Zema afirmou considerar legítimo o uso de sátiras como instrumento de crítica política e questionou a abertura de investigação com base nesse tipo de conteúdo. Em entrevistas, disse ver o episódio como um sinal de preocupação para a democracia.


O pré-candidato também criticou o modelo de indicação de ministros do STF, afirmando que o processo atual estaria vinculado à proximidade com o presidente da República. Ele defendeu alterações no sistema e declarou que, caso eleito, pretende ampliar a transparência e permitir investigações envolvendo integrantes da Corte.


As declarações reforçam a linha adotada por Zema durante a pré-campanha, marcada por críticas frequentes ao Judiciário e defesa de mudanças institucionais.



 
 
 

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