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Zema pode ser vice de Flávio Bolsonaro em 2026 em articulação nacional do PSD

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • 22 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Aliados do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), estão promovendo articulações para que ele seja indicado como vice na chapa presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2026. As negociações, discretas, envolvem lideranças de diversos partidos a nível nacional.


O presidente do PSD, Gilberto Kassab, tem conduzido o diálogo. Na última sexta-feira, ele se encontrou com Zema em São Paulo para tratar do desenho de alianças, que prevê reorganizações tanto estaduais quanto nacionais.


Estratégia inclui Minas e outras candidaturas

O entendimento em discussão prevê que Flávio Bolsonaro e Kassab apoiem Matheus Simões na disputa pelo governo de Minas em 2026. Além disso, está contemplado o lançamento do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), como candidato à Presidência.


Dessa forma, Kassab conseguiria atuar em múltiplas frentes: mantendo influência na chapa de Flávio Bolsonaro, apoiando Eduardo Leite e preservando proximidade institucional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O acordo não exigiria que o PSD se afastasse da Esplanada dos Ministérios, onde o partido ocupa pastas estratégicas como Agricultura, Minas e Energia e Pesca.


Repercussões eleitorais e reposicionamento da direita

A eventual indicação de Zema como vice de Flávio Bolsonaro também seria um impulso para a candidatura de Matheus Simões em Minas. Atualmente, o vice-governador enfrenta dificuldades e aparece atrás de Cleitinho (Republicanos), Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB) nas pesquisas.


A expectativa é que o apoio do bolsonarismo a Simões reduza a força de Cleitinho, cujo eleitorado é majoritariamente ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Flávio, a aliança garantiria um palanque estratégico no segundo maior colégio eleitoral do país. Em São Paulo, ele contaria com o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que não demonstrou interesse em disputar a Presidência.


Impacto sobre o PSD e o Paraná

O movimento também pressupõe que o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), abra mão de uma candidatura presidencial. Ratinho não demonstra interesse em concorrer ao Planalto e avalia disputar o Senado, além de trabalhar para eleger um sucessor em seu estado.


No Paraná, o PSD enfrenta dificuldades para consolidar Guto Silva, secretário estadual, como candidato viável. O desempenho fraco nas pesquisas reforça a prioridade de focar na articulação local, em vez de uma corrida presidencial.


 
 
 

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