Zona da Mata vive maior tragédia climática do ano e já soma 54 mortes
- Marcus Modesto
- 26 de fev.
- 2 min de leitura
A chuva que castigou a Zona da Mata mineira entre segunda-feira (23) e terça-feira (24) deixou um rastro de destruição e elevou para 54 o número de mortos na região. O epicentro da tragédia é Juiz de Fora, responsável por 43 das vítimas fatais e onde 16 pessoas continuam desaparecidas, conforme dados atualizados do Corpo de Bombeiros. Em Ubá, outras seis mortes foram confirmadas, e duas pessoas seguem sendo procuradas.
Juiz de Fora permanece em estado de calamidade pública desde a madrugada de terça-feira. O volume de chuva provocou deslizamentos, alagamentos e desabamentos em diferentes bairros, pressionando a estrutura de resposta do município. Desde o início do temporal, a Defesa Civil registrou 1.257 ocorrências.
As operações de resgate mobilizam equipes em múltiplas frentes. São seis pontos de atuação em Juiz de Fora e dois em Ubá. Ao todo, 238 pessoas foram retiradas com vida de áreas de risco. O trabalho, no entanto, enfrenta dificuldades: a volta das chuvas em algumas localidades aumenta o perigo para moradores e socorristas, além de dificultar o acesso às áreas atingidas.
A cidade também sofre impactos diretos na mobilidade urbana. O transporte coletivo opera de forma reduzida devido a vias interditadas e trechos comprometidos. Bairros seguem isolados, e o acesso a serviços básicos ainda é limitado em algumas regiões.
A Defesa Civil de Minas Gerais emitiu novo alerta para possibilidade de mais chuvas intensas na Zona da Mata. A orientação é clara: moradores não devem retornar a imóveis localizados em áreas de encosta ou locais já identificados como de risco. O solo encharcado amplia as chances de novos deslizamentos.
O cenário também reacende o debate sobre prevenção. Apesar dos alertas meteorológicos emitidos anteriormente, relatos apontam que parte da população não recebeu treinamento prático sobre como agir em situações extremas. Juiz de Fora está entre os municípios brasileiros com maior número de moradores vivendo em áreas de risco, um fator que amplia a vulnerabilidade diante de eventos climáticos severos.
Com buscas ainda em andamento e previsão de instabilidade no tempo, a região segue em estado de atenção máxima.
Foto reprodução




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