top of page
Buscar

Água à venda? Privatização do SAAE acende alerta em Barra Mansa

  • Foto do escritor: Marcus Modesto
    Marcus Modesto
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Por Marcus Modesto


A discussão sobre a privatização dos Serviços Autônomos de Água e Esgoto não pode passar despercebida — muito menos tratada nos bastidores.


Em Barra Mansa, qualquer movimento nessa direção precisa ser encarado como o que realmente é: uma decisão que mexe com a vida de toda a população.


Água não é asfalto. Não é obra de fachada. Não é contrato qualquer.


É um serviço essencial.


E, quando entra na lógica da iniciativa privada, deixa de ser direito e passa a ser produto.


O discurso é bonito. A conta é que chega depois.


O argumento é sempre o mesmo: eficiência, investimento, modernização.


Mas a prática, em diversas cidades, mostra outro roteiro:

• aumento nas tarifas

• contratos longos e difíceis de romper

• redução do controle público

• prioridade para o lucro, não para o cidadão


Não existe mágica. Empresa privada não entra para “ajudar” — entra para lucrar.


E lucro, nesse caso, sai do bolso da população.


Quem ganha e quem paga essa conta?


Quando um município entrega o SAAE, entrega junto o controle sobre um recurso vital.


E aí surge a pergunta que precisa ser feita com todas as letras:


quem está ganhando com isso?


Porque o morador, na ponta, costuma pagar mais caro — e reclamar mais.


Bairros periféricos, que já enfrentam dificuldades, tendem a ser os primeiros a sentir o impacto. Afinal, onde não dá lucro, o interesse diminui.


Prefeito precisa falar claro


O prefeito Luiz Furlani não pode tratar um tema dessa dimensão com silêncio ou generalidades.


A população precisa saber:

• Existe plano de privatização?

• Já há conversas com empresas?

• Quais estudos justificam essa decisão?

• Quem fiscaliza depois que o serviço for entregue?


Sem transparência, qualquer atitude nessa direção levanta suspeitas — e com razão.


Não é só gestão. É soberania.


Abrir mão do SAAE é abrir mão de autonomia.


É colocar nas mãos de terceiros algo que deveria estar sob controle direto do município.


E o pior: por contratos que atravessam governos, engessam decisões futuras e deixam a população refém.


O alerta está dado


A história já mostrou que muitas cidades voltaram atrás depois de privatizar o saneamento.


Mas aí o estrago já estava feito — tarifas altas, contratos amarrados e pouca margem de reação.


Barra Mansa ainda está no momento de escolher.


E escolher mal agora pode custar caro por décadas.


Porque, no fim das contas, quando a água vira negócio…


quem paga é sempre o povo.


Foto arquivo






 
 
 

Comentários


bottom of page