“A Resposta Tardia e Improvisada da Prefeitura de Volta Redonda”
- Marcus Modesto
- 4 de fev. de 2025
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A decisão do prefeito Antônio Francisco Neto de decretar situação de emergência nível 1 no bairro São Sebastião, em Volta Redonda, devido à instabilidade do talude e risco de desabamento, levanta questionamentos sobre a gestão preventiva das áreas de risco na cidade. O problema, agora tratado como emergencial, já deveria ter sido identificado e mitigado antes que chegasse a esse ponto crítico.
É preocupante que a prefeitura utilize dados de chuva para justificar a medida, quando a precariedade da infraestrutura em áreas de encosta é um problema recorrente. O volume de 124 mm de chuva em janeiro – e os 59,8 mm registrados em 24 horas – são números expressivos, mas não podem ser usados como única explicação para a situação. Se a gestão municipal tivesse um planejamento preventivo eficaz, a população não estaria, mais uma vez, refém de medidas paliativas e emergenciais.
O relatório da Defesa Civil evidencia o risco, mas a resposta apresentada até agora se resume a promessas vagas. O convênio com o Governo do Estado, que prevê obras de contenção próximas à Escola Municipal Professor Paulo Freire, não menciona prazos concretos, e a prefeitura ainda estuda uma “solução paliativa” para minimizar impactos. Ou seja, não há garantias reais de que os moradores verão uma intervenção definitiva em tempo hábil.
Fica evidente que a gestão municipal trata a segurança da população com improviso e falta de planejamento de longo prazo. A pergunta que fica é: até quando os moradores de áreas de risco terão que conviver com promessas e medidas tardias, enquanto esperam que as chuvas não provoquem mais tragédias?
Foto PMVR




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